SEXLESS HALLEN® – PARTE I
Cristina Lasaitis

Ato 1

Porta de saída do desembarque. Havia uma dúzia de fotógrafos a postos, em guarda com seus canhões fotográficos, prontos para descarregar uma saraivada de flashes sobre qualquer celebridade que ousasse atravessar aquela porta. Espalhadas pelo saguão, aqui e acolá, via-se uma ou outra equipe de reportagem, jornalistas engravatados, câmeras de TV, paparazzi, fãs, curiosos, papagaios de pirata e mais todo o tipo de figura que se pode encontrar no vaivém do aeroporto. Alguns, aparentemente, estavam à espera de uma banda de rock, outros aguardavam um astro do futebol, e ainda havia um burburinho protestando contra o recente caos da aviação brasileira.

À vista da primeira remessa de passageiros, os fotógrafos se lançaram em uma disputa mordaz por uma linha de visão, os repórteres brotaram das frestas nos pisos, as câmeras pairaram no ar; e no clímax da confusão era impossível saber quem estava esperando quem, se é que havia alguém naquele vôo que justificasse tantas cotoveladas.

– Bobinhos! Estão pensando que as divas vão desembarcar no carregamento dos mortais! – Pitéu sibilava, verificando as unhas. – Uns trouxas todos eles!

– Isso nos inclui, Pitéu?

– Oh Charles, eu larguei os preparativos do desfile para acompanhar você, mas a idéia de vir recepcionar o chuchu é toda sua! Uma anta resolve e a outra vai atrás…

A bicha estava impaciente. Ele estava impaciente. Estava todo mundo claramente de saco cheio: todo o pessoal da mídia, os repórteres engravatados no verão, os câmeras suados, os fotógrafos encurralados, os jornalistas descabelados; ninguém estava se espremendo ali porque gostava de calor humano, todos eles estavam dando duro! Todos, exceto ele e a bicha impaciente. Carlos tinha que dar a si mesmo esse desconto.

– Atrasar está na moda! – Pitéu falava e gesticulava, e gesticulava e falava… – Não tem nada mais chic que chegar atrasado e aparecer com aquele ar blasé estampado na cara, sobretudo quando se vem da Europa! E você sabe, pode rolar até uma graninha da companhia aérea pra compensar a aporrinhação dos atrasos…

– Pitéu, dá um tempo, olha lá!

Os primeiros passageiros do vôo de Amsterdã saíam pela porta do desembarque enquanto os passageiros do vôo de Boston terminavam por abarrotar a sala muito antes que suas malinhas fizessem um tour de esteira. Em pouco tempo a maçaroca gringa entupia a saída do desembarque, tentando abrir caminho entre a multidão de repórteres perdidos, ali postados como postes. Os xingamentos eram inevitáveis, os olhares de espanto também. Nenhum daqueles gringos estava esperando por uma recepção tão glamourosa, não imaginavam ter tido a honra de dividir o seu humilde aviãozinho com alguma celebridade digna de tanto confete. Mas bem que diziam que esse tal Brasil era uma festa, e o Carnaval já começava no aeroporto…

E mais uma leva de gringos passou inerte pela massa de jornalistas, e o desembarque foi se esvaziando até que nada sobrasse senão as caras de tacho do pessoal da mídia. Foi quando a voz eufórica de Liana ecoou lá do fundo do saguão:

– Carlos, ele está aqui!

Pra que ela fazia uma coisa daquelas?

Carlos e Pitéu se desvencilharam da multidão em vôo solo, um décimo de segundo antes que a manada desenfreada de repórteres, fotógrafos e câmera-men suados prorrompesse em direção à sala vip de uma companhia aérea qualquer. Ninguém sabe ao certo de onde surgiu a barreira de seguranças, mas o fato é que ela surgiu, apareceu, materializou-se, e era suficientemente sólida para que Carlos sofresse dolorosamente o efeito airbag ao tentar atravessá-la.

Quem viu não acreditou. O avião passou em rasante pelos corredores de Cumbica! Uma fuselagem estonteante: um e oitenta, descontando a plataforma. Mais de um metro de pernas embrulhadas pra presente numa calça de azul cintilante. Uma blusa de organza diáfana revelando as curvas do tronco esbelto; sem turbinas, mas nem por isso de uma aerodinâmica menos invejável. Os flashes espocaram.

Quem é ele? Quem é ela? O que é isso? O que era aquilo?

Multidão chamava multidão. Ninguém sabia quem era, mas todos a cercaram, só podia ser alguém importante!

– É aquela top! A top model, qual era o nome dela?

A beldade ficou acuada entre os seguranças, surpresa com a investida da imprensa, que, evidentemente, nem ela mesma estava esperando. Pitéu, sucumbindo ao calor do empurra-empurra, esclareceu as coisas:

– Mega model, meus amores! É Hallen van der Vert, a musa assexuada, o cachê mais caro do São Paulo Fashion Week!

Pra que ele fazia uma coisa daquelas?

A barreira de seguranças ganhou reforços, e a marcha em direção ao táxi mais próximo recomeçou sofridamente sob os cutucões dos microfones e o relampejar das câmeras fotográficas. Uma confusão dos infernos! Até que Liana, por bem, gritou o nome de uma banda de rock e apontou em outra direção, desviando a muvuca para o outro lado do saguão com uma rapidez inacreditável. Ali, na órbita do cometa Hallen, não ficaram mais do que oito seguranças, meia dúzia de curiosos e três fotógrafos encantados com a paisagem importada da Europa. Carlos sentiu o ar voltar aos seus pulmões, verificou a integridade da câmera fotográfica e correu em direção aos portões, adiantando-se no caminho da top model. Liana e Pitéu sofreram para acompanhá-lo.

– Halleen, welkom in Brasilië! – Carlos gritou excitado, sacudindo ao alto a câmera fotográfica. – Mag ik? Alstublieft!

Lá no saguão, a vinte metros de distância, os olhos dela – um par de esmeraldas do verde do mar profundo – encontraram os dele. Ela riu. Ele estremeceu.

Liana deu vazão a uma gargalhada, não contava que Carlos fosse passar a madrugada na internet tentando aprender meia dúzia de palavras em holandês para se fazer entender tão bem quanto um macaco pedindo banana. Pitéu, por sua vez, não perdeu a oportunidade de beliscar aquela bochecha barbuda, sibilando:

– Ai, que pelúcia!

Hallen cruzou os portões desfilando com a leveza de uma folha ao vento, escoltada pelas figuras ignoráveis dos seguranças, dos carregadores e de sua empresária. Dirigiu-se ao trio com a gentileza de uma exímia realizadora de desejos; eles queriam tirar uma foto, e o que seria uma modelo senão a fada da foto? Liana e Pitéu debandaram-se para junto dela, Carlos passou a câmera para alguém e correu para enlaçar o braço em torno da cintura mais valiosa do São Paulo Fashion Week. O flash espocou, um sorriso cordial, um abraço rápido em cada um dos fãs, e lá se foi a diva desfilando rumo ao táxi. Tudo não durou 20 segundos no tempo real, mas no tempo psicológico de Carlos foi uma sucessão de vertigens embaralhadas num período indefinido. Rápido demais. Ele só se deu conta disso ao assistir bestificado os passos da beldade se esvaindo para longe, escorregando feito um peixe por entre os seus dedos.

Hallen van der Vert. O que era aquilo?

Ela viera desfilando como se estivesse na passarela, hipnótica como um canto de sereia. Nos lábios, o sorriso tênue de uma enigmática Monalisa pós-moderna. Os cabelos lisos em seda adejando no balanço dos passos. Ela estacionou junto ao trio com a pose desembaraçada e quase descuidada que fazia a sua marca. Os olhos dela fixaram os dele no lapso atribulado do momento, e quando Carlos se deu conta estavam frente-a-frente, ao alcance de um beijo! Foi naquele instante que a boca avermelhada dela escancarou o sorriso para consentir a foto. Um rosto que teria matado Narciso de inveja. O protótipo da perfeição, da mais suprema beleza aliada à mais desconcertante androginia. A mão dele enlaçou a cintura dela, uma força sobre-humana impeliu-o a usar uma segunda mão e agarrá-la para perto, para junto de si, mas ele resistiu-a com bravura. O toque do tecido fluido da roupa, o aroma inebriante da pele, seu hálito doce, sua tez uniforme e macia a olhos vistos… Hallen sorriu para a foto, Carlos não. Ele não conseguiu despregar os olhos dela. Era perfeita! Um soco no estômago de tão linda! O flash disparou. Ela inclinou-se para presentear um rápido abraço a Liana e Pitéu; depois tornou a Carlos, passou sua mão leve e branca em torno de seus ombros, pressionando o tronco esbelto delicadamente contra o peito dele. Um abraço de meio segundo, tempo suficiente para ele sentir o calor perfumado que seu corpo emanava. E foi que suas mãos escorregaram e ela desfez-se em névoa, desvencilhando-se dele e partindo com o vento. E ainda que Carlos estivesse avisado de que não deveria esperar nada de ordinário, ele ficou estupefato. Houvera criado grandes expectativas no bom intento de ter um motivo para se decepcionar, mas, para sua infelicidade, Hallen superara todas! Passara como uma tormenta arrebentando a sua linha de defesa, embaralhando as cartas ordinárias do sexo, disparando flashes e corações, derrubando queixos, arregalando olhos, provocando acidentes, destruindo lares… No seu rastro, restavam os destroços de homens e mulheres e ciúme e atração. Ao assentar a poeira, conseguia-se respirar de novo e finalmente indagar: “Afinal, aquilo era um homem ou uma mulher?”

Um lindíssimo ponto de interrogação.

– Houve alguém enviando olhares de morte pra você, Carlitos. – Comentou Liana, resgatando-o do devaneio.

– Hein?

– Você reparou na empresária? É aquela tal de Annika. Annika de Vries! Enquanto tirávamos a foto ela ficou encarando a gente feito bicho-papão.

Carlos não viu nada.

– Será que ela transa com o chuchu? – Pitéu arriscou o palpite.

– Com aquela cara de bruxa frígida? É claro que não!

O táxi que levava a beldade deu a partida e sumiu pela saída do estacionamento. O trio ficou esperando não se sabe o quê.

– E então? Ganhei a aposta? – Pitéu lembrou.

 

Ato 2

Carlos já não sabia precisar ao certo quando que começou aquela maluquice. Algo em torno de três meses atrás, quando ele – Carlos Bonanza, fotógrafo – e Liana – Liana Lima, produtora de moda – estavam no ateliê de Pitéu – Pierre Tadeu, estilista – checando o catálogo das agências de modelos, em busca de uma média milagrosa entre baixo preço e fotogenia para o desfile da grife no SPFW. Foi quando ela pipocou pela primeira vez em sua tela: uma visão fantástica, uma beleza irretocável, uns olhos verdes inebriantes… Carlos se deteve em apreciá-la, pois ela era certamente uma das modelos mais lindas que ele jamais haveria de fotografar. Um crime de beleza! No entanto, algo estranho foi acontecendo com a foto, havia um truque oculto por trás do rosto da modelo – uma ilusão de óptica. As linhas delicadas e irrepreensíveis de sua face pareciam convergir para um estranho ponto de neutralidade, e dependendo do ângulo em que a olhasse, a princesa parecia virar príncipe, para voltar a ser princesa, para voltar a virar príncipe…

– O olhar dessa garota é um porre de absinto!

Liana, que já ia entediada com a procura, analisou a fotografia na tela com um olhar esquisito.

– Ei! Ela não me é estranha. Ela é… Ele! Eu já vi esse modelo no catálogo masculino!

Carlos riu.

– Estou falando sério! – Ela insistiu. – Eu vou mostrar.

Liana foi buscar algo em meio a uma pilha de arquivos. Dois minutos depois, estava de volta com um CD de fotos.

– Dê uma olhada!

Carlos abriu a listagem dos manequins masculinos, Liana indicou a foto, o modelo ganhou a tela. Era um colírio e tanto! Aqueles mesmos inconfundíveis olhos de esmeralda, aquele mesmo rosto que teria feito Narciso arrebentar a cabeça no espelho, os mesmos cabelos escorridos e pálidos feito seda crua. Contudo, agora, a bela estava em trajes masculinos, posando como um rapaz de beleza impossível.

– Mas é uma garota! – Disse ele.

– Um garoto. – Garantiu ela.

– Não dá! Nenhum cara conseguiria ter um rosto assim!

– Nem uma mulher, Carlitos.

– Aposto um engradado de cerveja.

– Aposta aceita!

Carlos buscou o book do manequim.

– Sua garota é meio despeitada, não acha? – Liana provocou.

– Ela pode ser despeitada… – Carlos abriu uma fotografia da beldade em calças justas, estirada contra a parede. – Mas você vai concordar que também falta algo no meio das pernas.

– Veja os dados, então!

– Hallen van der Vert. É um nome esquisito.

– Não é esquisito, é holandês, bobo!

– Parece nome de cometa.

– Parece um nome neutro, talvez uma mistura de Allan com Helen…

– Idade: 19 anos. Sexo: não declarado. Impossível! Como uma agência contrata uma modelo com sexo não declarado e vende como curinga?

– Diga por você mesmo. Você não teria vontade de contratá-lo?

– E diga se a grife teria grana para arcar com o cachê que ela pede!

– Estranho. Pelo visto não é muito famoso, caso contrário eu já teria ouvido falar dele. Mas ninguém paga um cachê tão caro sobre um modelo em começo de carreira.

– A menos que esteja em projeção meteórica.

– Exato.

– Será que o Pitéu não conhece?

Não, Pitéu nunca tinha ouvido falar, mas achou-a uma gracinha – um “chuchu”.

– O meu palpite é que vocês nunca vão descobrir o sexo da criança. É um golpe de marketing sensacional, o chuchu vai faturar uma fortuna em cima do mistério! – Disse Pitéu, concentrado em alfinetar um manequim. – E não me venham com cerveja, hein? Façam o favor de me comprar um bom champanhe!

Sem querer, Carlos ganhou um hobby. Nos momentos de folga, lá ia ele acessar a internet e tentar descobrir o que podia sobre Hallen van der Vert. A musa tinha um site internacional, a tela já se abria com uma provocação: “Try to find the secret…”, e da escuridão raiavam os seus olhos verdes cristalinos e iluminava-se o seu rosto de querubim – “Sexless Hallen – The Official Website”. Quando ele a descobriu, sua fama ainda estava restrita à Europa, ela não tinha mais do que alguns meses de carreira, mas suas lindas pernas já vinham estremecendo as passarelas e fazendo muito barulho. Desde então, vieram desfiles grandes, ensaios caros, contratos bons; e Hallen passou a emprestar seus dotes para outdoors, revistas e inúmeros anúncios publicitários… Em um mês ela extrapolou a Holanda para ganhar a Europa, em dois meses ela extrapolou a Europa para ganhar o mundo.

Durante aqueles meses Carlos colecionara centenas de fotos da beldade. Havia Hallen de frente, Hallen deitada, Hallen de costas, Hallen de calças, Hallen de vestido, Hallen de terno, Hallen de quimono, Hallen à milanesa, Hallen assada, Hallen frita… Uma garota sem peitos era mais ou menos o que ela parecia. Estranho? Não, não era. Estranho seria se fosse diferente. Esse mero detalhe caía bem em sua silhueta espetacular, e de modelos despeitadas as passarelas estavam cheias. Mas Hallen era única entre todas as que Carlos já vira: era esguia e ao mesmo tempo repleta de curvas, parecia feita de uma aerodinâmica esmeradamente calculada. Seu tronco firme e ereto dava-lhe um porte elegante, a curva sinuosa da cintura estonteava em direção aos quadris, aparentemente femininos, mas um pouco minguados, pois uma bunda tipicamente brasileira não faz moda na passarela. Suas pernas eram um caso à parte, pareciam ter vida própria. Não um par de varetas, como são as pernas das modelos, mas uma composição deliciosa de músculos e contornos esculpidos para fisgar os olhos. Como alguém aparentemente sem sexo podia ser tão sexy? Era um paradoxo! Também não se tratava de um travesti, um transex, ou um hermafrodita, Hallen era alguma outra coisa não identificada, viera de um universo à parte. Sua androginia não era um produto estranho ou forçado, mas uma característica que lhe caía com graça, naturalidade e – diria até – elegância. Era uma doce provocação aos sentidos, e o seu encanto era a sublimação de toda a confusão que ela inspirava. Simplesmente não era deste mundo, parecia irreal o suficiente para ter vindo de alguma ilha da fantasia, algum país mágico, onde se podia fumar um beque em paz, onde as putas tinham carteira assinada, onde dois barbudos iam namorar no parque e todo mundo achava lindo…

Curiosamente, era daquele mesmo país das maravilhas que vinha o seu grande patrocinador. Consta que Hallen firmara um contrato de cem mil euros para cada centímetro de pernas – em outras palavras, mais de vinte milhões, somando as duas pernas, – e o mais impressionante era que não se tratava de nenhuma maison luxuosa, nenhuma grife famosa, nenhuma marca de cosméticos, perfumes caros ou jóias raras; a grande aposta em Hallen partiu da Elantra-TronicsÓ, uma companhia holandesa de produtos eletrônicos resolvida a ganhar a concorrência contra os japoneses. Por que o presidente de uma indústria eletrônica resolve enfiar mais de vinte milhões de euros no bolso de um manequim andrógino é mais um desses mistérios que caçoam da razão. Talvez fosse só mais um pobre ricaço apaixonado por suas pernas. Enfim, dizem que todos os homens têm seu preço, Hallen podia não ser homem, mas também tinha o seu. E do casamento com a ElantraÓ veio uma interessante série de campanhas publicitárias para aparelhinhos multifuncionais, videogames ultra-interativos, mascotes-robôs, tradutores automáticos de voz, celulares de pulso, computadores de bolso, e mais uma infinidade de engenhocas a serem futuramente falsificadas em Taiwan. Havia até um comercial de TV que podia ser visto pelo YouTube?. Nele, Hallen surgia como uma heroína cibernética desbravando um cenário futurista, equipada com uma dúzia de quinquilharias eletrônicas, óculos espelhados, jaqueta de couro de ombreiras e gola poderosa, botas de salto agulha e suas lindas pernas de fora, com o logotipo da ElantraÓ tatuado na coxa direita – definitivamente, o mural de anúncios mais chamativo do mundo. Mas a propaganda também revelava um fato extraordinário: Hallen não apenas tinha língua como sabia falar! E o que ela dizia era impossível entender, pois falava naquela sua língua cheia de zushlipts e splashplufts. Mas foi assim que Hallen revelou ao mundo sua voz levemente metálica e indistinta, que não dizia mais sobre a sua identidade do que a própria imagem.

E foi em algum momento durante aqueles três meses que saiu a notícia bombástica: a musa viria em breve desfilar no SPFW! Um jovem estilista famoso, que Pitéu particularmente detestava, tinha concordado em desembolsar uma pequena fortuna para tê-la no desfile. Aquela era a chance que Carlos esperava. Para ganhar a aposta? Não. Para vê-la? Talvez. Ou simplesmente para satisfazer aquela curiosidade irresistível que ele não sabia o que era.

(…continua…)

3 Responses to “SEXLESS HALLEN® – PARTE I
Cristina Lasaitis”

  1. Muito interessante hein. Fico impressionada com o fato de você diversificar bem os temas a cada mês. Gostei! =)
    Aguardemos a continuação… ;)
    Bjos!

  2. Cris Lasaitis, falando sobre o mundo diáfano da moda ? Eu estou absolutamente perplexo ! Mais uma vez ! Essa menina a cada mês me tira do sério, quebra os paradigmas e quando eu penso que já estou acostumado com seu estilo, ela vem e embaralha tudo de novo !

    Minha escritora favorita em língua portuguesa. Simplesmente.

  3. Cris,
    Da primeira vez que comecei a ler essa história, o que se anunciava era um conto atípico seu, com badalação e tranqueiras midiáticas… rs! Agora, lendo a primeira parte completamente, percebo a sua assinatura nas tiradas sarcásticas e descrições ricas, transcendentes do físico. E também, é claro, no mistério estético, sexual, amoroso, que permeia vez por outra os seus melhores textos. Estou semi-apaixonada por Hallen, me deu vontade de desenhá-la(o) – e essa vontade não me aparece por qualquer coisinha, rs. Adorável Muso-Musa que vou acompanhar avidamente nas próximas partes desta história.
    Beijão.

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