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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; Rede Manchete</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Antes que eu me esqueça: Seja Feliz</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 21:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Costumo encerrar meus posts por aqui com uma frase: &#8220;Seja feliz&#8221;. Acredite ou não, recebi críticas de amigos e conhecidos de minha frase. Me disseram que sou tolo. Sim, sou tolo, bufão, arlequim!
Meus caros amigos, escrevo aqui minha resposta.
Fosse eu Salomão Schvartzman (ouça diariamente aqui), jornalista da clássica Rede Manchete e de tantas outras (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo encerrar meus posts por aqui com uma frase: &#8220;Seja feliz&#8221;. Acredite ou não, recebi críticas de amigos e conhecidos de minha frase. Me disseram que sou tolo. Sim, sou tolo, bufão, arlequim!</p>
<p>Meus caros amigos, escrevo aqui minha resposta.</p>
<p>Fosse eu Salomão Schvartzman (ouça diariamente <a href="http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=102" target="_blank">aqui</a>), jornalista da clássica Rede Manchete e de tantas outras (e de quem me apropriei da saudação), minha recomendação ao final de minhas inserções passaria desapercebida, ou mesmo, seria encarada como a justa marca de quem sobreviveu no jornalismo em tempos do AI-5 e, após, à derrocada do grupo jornalístico fundado por Adolfo Bloch.</p>
<p>Mas não. Não sou  eu o escolado jornalista que homenageio (duvido que alguém possa acusar de plágio o uso de uma expressão como &#8220;Seja feliz&#8221;, beiraria à paranóia). Para alguns fui considerado irônico, para outros, tolo. Comparam-me ao quadrinista Stan Lee, que em seu Blog diria &#8220;excelsior&#8221; (artista esse que não tomo conhecimento desde os meus longínquos 16 anos), como se fosse um arroubo tolo de afetação infantil. Para quem me critica é quase inconcebível que um advogado, nascido na década de 80, que escreve <a href="http://novasvisoes.com.br/wp" target="_blank">contos</a> com propósito de estudar a leveza (e conseqüentemente seu contrário) possa desejar/recomendar algo tão simples como &#8220;Seja Feliz&#8221;.</p>
<p>Ora! Digo-lhes que estão errados vocês. Sim, quem me critica são exatamente aqueles que estão marcados pela cultura da eterna insatisfação do tempo que vivemos. Afinal, a insatisfação é uma ferramenta do marketing para que os produtos absolutamente desnecessários sejam consumidos: os celulares jamais terão todas as funções possíveis de se encolher em um celular, as televisões jamais serão grande o suficiente, o tênis para correr, o cigarro, nada, nada jamais poderá fazer alguém satisfeito e sempre precisarão de mais alguma coisa. Vocês vêm onde quero chegar?</p>
<p>A infelicidade é um totem, a felicidade é um tabu. Afinal, se está escrito nos mais importantes documentos de Direitos Humanos que o homem tem o direito de buscar a felicidade, é por que nós mesmos vemos este estado espírito (talvez estado de consciência) como uma utopia. Nosso tabu é tão distante que Maiakovski escreveu algo como &#8220;Existe um homem feliz no mundo, e dizem que ele vive no Brasil&#8221;. (Para variar um pouco faço citações de cabeça, das quais não me responsabilizo pela veracidade do autor nem pelo cotejamento da frase.) Opa! Eu vivo no nesse país onde se  falou Tupi um dia! Mas será que nem aqui as pessoas se permitirão ser felizes?</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-92" style="margin: 5px;" title="Giuseppe Ungaretti" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2008/11/giuseppe_ungaretti-189x300.gif" alt="" width="189" height="300" />Giuseppe Ungaretti, poeta moderno italiano (foto ao lado), alegrava-se mesmo quando acordava nas trincheiras da Primeira Grande Guerra. Nestas Trincheiras escreveu Mattina (cuja tradução se encontra ali no canto esquerdo superior dessa página), com dois únicos versos:  &#8221;M&#8217;illumino / d&#8217;immenso&#8221;.</p>
<p>Se alguém ler, e eu recomendo, &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5015146&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=13E18B46&amp;uid=" target="_blank">Daquela Estrela a Outra</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=699655&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=13E18B46&amp;uid=" target="_blank">Alegria</a>&#8220;, e não encontrar razões para repudiar a própria infelicidade mesquinha, pode me apedrejar. O professor Ungaretti, viveu duas guerras, perdeu um filho ainda púbere, deu aula na USP (reduto dos intelectuais infelizes), e nessa foto, ainda quando velho, mantinha esse sorriso.</p>
<p>Mas talvez o segredo da felicidade seja nascer Italiano. Afinal, em uma das melhores passagens que já li em um romance Elio Vitorini diz (&#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2136396&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=1038E218&amp;uid=">Homens e Não</a>&#8220;, Editora Cosac Naify) algo como: &#8220;As pessoas precisam ser felizes. Nada do que fazemos terá sentido se as pessoas não puderem ser felizes&#8221;. E essa passagem está ainda no primeiro capítulo do Livro.</p>
<p>Mas eu sou tolo. Bufão. Arlequim. Preciso de tantas linhas para justificar minha recomendação, que ao fim, cumpri-la ou não é uma decisão somente de meu leitor. Ser infeliz e entrar no círculo vicioso da insatisfação apenas prejudicará a sua saúde.</p>
<p>Eu fico por aqui. E você, se quiser, seja feliz.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
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