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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; gramática</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Leituras e Escolhas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 20:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[gramática]]></category>
		<category><![CDATA[José Fiorin]]></category>
		<category><![CDATA[Mário de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Spike Lee filmou &#8220;Faça a Coisa Certa&#8221;, no final ele apresenta dois textos antagônicos na postura e não no objetivo: Martin Luther King e Malcon X. Em entrevista posterior ele disse que sua intenção era fazer com que as pessoas refletissem e escolhessem por elas mesmas sua postura no combate à questão racial nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Spike Lee filmou &#8220;Faça a Coisa Certa&#8221;, no final ele apresenta dois textos antagônicos na postura e não no objetivo: Martin Luther King e Malcon X. Em entrevista posterior ele disse que sua intenção era fazer com que as pessoas refletissem e escolhessem por elas mesmas sua postura no combate à questão racial nos Estados Unidos da América. Hoje Barack Obama é presidente.</p>
<p>Embora a questão seja muito menos importante, eu gostaria de colocar uma pequena literatura para quem se interessar em refletir sobre a Reforma ortográfica:</p>
<ul>
<li>O que é o Português Brasileiro</li>
<li>Elementos da Linguistica I &#8211; José Fiorin (org)</li>
<li>Taxi e Crônicas do Diário Nacional, Mário de Andrade</li>
</ul>
<p>Essa é a última vez que falo sobre o assunto.</p>
<p>Escolha sua posição, e seja feliz</p>
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		<title>SOBRE GRAMÁTICOS E REVISORES  por Rubem Alves</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 21:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma ortográfica]]></category>
		<category><![CDATA[revisores]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>

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		<description><![CDATA[Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder. Eles tem o poder para  baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece num  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder. Eles tem o poder para  baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece num  texto eles a desrealizam por meio de uma palavra  latina “deleatur”, afirmando que se trata de um simples fantasma. Foi o que aconteceu com a palavra “estória”. Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam em “história”,  assumindo que o escritor a escreveu por ignorar que ela foi a óbito.</p>
<p>Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve a sua condição como seres  “ atados de pés e mãos por um conjunto de proibições mais severas que um código penal”. Olhos de falcão, tem de estar atentos aos mínimos detalhes. Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes escapa.</p>
<p>Aconteceu comigo. Escrevi um livro O poeta, o guerreiro, o profeta. O argumento se construía precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”. Num capítulo era “estória”. No outro era “história”. Se ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava dizendo ele teria notado que o aparecimento alternativo de “estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele, obediente às leis dos gramáticos,  transformou  todos os “estórias” em “história”,  tornando o meu livro gramaticalmente correto e literariamente em “non-sense”.</p>
<p>Numa outra ocasião o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo, jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de professora primária. </p>
<p>Saramago tem medo dos revisores. Não permite que eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos ele vai em frente consciente de que seus leitores são suficientemente inteligentes para colocar as  virgulas e os  pontos nos lugares que  sua respiração  e o sentido determinarem.</p>
<p>Mas o escritor português sabe que os  revisores são pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do autor a que eles tem de se submeter, sem dar sua contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de ser revisor. Ele queria mesmo é ser escritor.</p>
<p> Compadecido do sofrimento dos revisores Saramago  escreveu o livro História do cerco de Lisboa . Pois nesse  caso o revisor do dito livro que, se não me engano, se chamava Raimundo Silva, se rebelou contra o seu destino e resolveu fazer história.  No lugar onde o autor escrevera que os portugueses foram ajudados pelos cruzados,  Raimundo Silva inseriu um “não”  entre os “portugueses” e o “foram” o texto ficou  “e os portugueses não foram ajudados pelos cruzados&#8230;”</p>
<p>Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos gramáticos: com uma única palavra eles podem mudar o mundo ou arruinar um livro&#8230;</p>
<p>(<em>Agradecemos a gentileza do autor, que autorizou a publicação do texto em este blog. Agradecemos também ao leitor que indique este texto neste espaço ao invés de copiá-lo para seu próprio espaço</em>)</p>
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