<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; corpo</title>
	<atom:link href="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/tag/corpo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres</link>
	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
	<lastBuildDate>Mon, 07 Dec 2009 10:45:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Quando a ficção invade a realidade</title>
		<link>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/2009/02/a-ficcao-invade-a-realidade/</link>
		<comments>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/2009/02/a-ficcao-invade-a-realidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 20:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[dalton trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[vela para dário]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/?p=234</guid>
		<description><![CDATA[Em janeiro eu publiquei no Novas Visões o conto &#8220;O Corpo&#8221; (para ler clique aqui) que causou um certo incomodo para uma série de pessoas. Alguns compararam o texto com o clássico de Dalton Trevisan &#8220;Uma vela para Dário&#8221; (não me lembro exatamento livro). O fato é que hoje a realidade imitou a ficção. Hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em janeiro eu publiquei no Novas Visões o conto &#8220;O Corpo&#8221; (para ler clique <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=902" target="_blank">aqui</a>) que causou um certo incomodo para uma série de pessoas. Alguns compararam o texto com o clássico de Dalton Trevisan &#8220;Uma vela para Dário&#8221; (não me lembro exatamento livro).</p>
<p>O fato é que hoje a realidade imitou a ficção. Hoje, na frente de minha garagem tombou um catador de papel de uma cooperativa do bairro. Não tombou de morte, mas de bêbado e alí ficou sangrando da pancada que tomou do chão. Rapidamente moradores da rua chamaram o socorro, evitaram o tumulto e depois de alguns minutos o resgate foi feito.</p>
<p>Não vou apontar dedos para o rapaz que passou ao lado do corpo caído na saída da garagem. Como não vou apontar o dedo paras centenas de motoristas que passaram pela rua, viram o senhor no chão e ignoraram. Mas nessas horas que meu materialismo histórico não me basta. Toda minha ideologia e coerência não me basta. algo em mim chora, algo em mim se revolta. No fundo quero pegar o mundo no colo e mostrá-lo o caminho. Não, não! Eu seria um ditador! Quem sou eu para dizer ao mundo o que é bom? Que fardo (e fado) é esse que urge? Cuidar do mundo é impossível, não posso ser arrogante a esse ponto. Não a esse ponto.</p>
<p>Penso em Drummond: (mundo mundo vasto mundo) e me volta a imagem do corpo inerte (se eu me chamasse Raimundo), qual será o nome daquele senhor, alí caído de bêbado (isso seria uma rima, não seria uma solução)?, será que ele vai ficar bem (mundo, mundo vasto mundo)?, será que ficar bem é uma possibilidade que se aplica a alguem na condição dele (mais vasto é meu coração)?, sofro ao vir de um colega que aparece que aquele senhor é alcolatra e dá muito trabalho aos colegas de coperativa (ó Deus por que me abandonaste!), e quero mais uma vez pegar o mundo no colo (se sabia que eu não era Deus) e sei que não posso e preciso pelo menos cuidar de mim (se sabia que eu era fraco!).</p>
<p>E penso em Bandeira (aquele bicho, meu Deus! era um homem).</p>
<p>A situação assusta, se por um lado a realidade ainda é dura, quando ela imita a ficção sentimos a inversão indevida da ordem das coisas. Senti-me como a escritora que encontra seu personagem que está para ser assassinado por ela em suas páginas no Filme &#8220;Mais Estranho que a Ficção&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/2009/02/a-ficcao-invade-a-realidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

