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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; Conto</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Quando a ficção invade a realidade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 20:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[dalton trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[vela para dário]]></category>

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		<description><![CDATA[Em janeiro eu publiquei no Novas Visões o conto &#8220;O Corpo&#8221; (para ler clique aqui) que causou um certo incomodo para uma série de pessoas. Alguns compararam o texto com o clássico de Dalton Trevisan &#8220;Uma vela para Dário&#8221; (não me lembro exatamento livro).
O fato é que hoje a realidade imitou a ficção. Hoje, na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em janeiro eu publiquei no Novas Visões o conto &#8220;O Corpo&#8221; (para ler clique <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=902" target="_blank">aqui</a>) que causou um certo incomodo para uma série de pessoas. Alguns compararam o texto com o clássico de Dalton Trevisan &#8220;Uma vela para Dário&#8221; (não me lembro exatamento livro).</p>
<p>O fato é que hoje a realidade imitou a ficção. Hoje, na frente de minha garagem tombou um catador de papel de uma cooperativa do bairro. Não tombou de morte, mas de bêbado e alí ficou sangrando da pancada que tomou do chão. Rapidamente moradores da rua chamaram o socorro, evitaram o tumulto e depois de alguns minutos o resgate foi feito.</p>
<p>Não vou apontar dedos para o rapaz que passou ao lado do corpo caído na saída da garagem. Como não vou apontar o dedo paras centenas de motoristas que passaram pela rua, viram o senhor no chão e ignoraram. Mas nessas horas que meu materialismo histórico não me basta. Toda minha ideologia e coerência não me basta. algo em mim chora, algo em mim se revolta. No fundo quero pegar o mundo no colo e mostrá-lo o caminho. Não, não! Eu seria um ditador! Quem sou eu para dizer ao mundo o que é bom? Que fardo (e fado) é esse que urge? Cuidar do mundo é impossível, não posso ser arrogante a esse ponto. Não a esse ponto.</p>
<p>Penso em Drummond: (mundo mundo vasto mundo) e me volta a imagem do corpo inerte (se eu me chamasse Raimundo), qual será o nome daquele senhor, alí caído de bêbado (isso seria uma rima, não seria uma solução)?, será que ele vai ficar bem (mundo, mundo vasto mundo)?, será que ficar bem é uma possibilidade que se aplica a alguem na condição dele (mais vasto é meu coração)?, sofro ao vir de um colega que aparece que aquele senhor é alcolatra e dá muito trabalho aos colegas de coperativa (ó Deus por que me abandonaste!), e quero mais uma vez pegar o mundo no colo (se sabia que eu não era Deus) e sei que não posso e preciso pelo menos cuidar de mim (se sabia que eu era fraco!).</p>
<p>E penso em Bandeira (aquele bicho, meu Deus! era um homem).</p>
<p>A situação assusta, se por um lado a realidade ainda é dura, quando ela imita a ficção sentimos a inversão indevida da ordem das coisas. Senti-me como a escritora que encontra seu personagem que está para ser assassinado por ela em suas páginas no Filme &#8220;Mais Estranho que a Ficção&#8221;.</p>
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		<title>Conto Fevereiro e Outras Notícias</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 02:48:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Novas Visoes]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Amigos,
 
Estou escrevendo para lembrar que hoje é dia 3, e como sempre, temos um conto novo no site www.novasvisoes.com.br. O conto desse Mês chama-se &#8220;Elogio à Fábula&#8221; e está no link http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998 ou ná página principal.
 
Começa assim:
 
&#8220;O menino estava sentado sobre a cerca. Nas estórias onde meninos sentam-se em cercas, eles não fazem muita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Amigos,<br />
 <br />
Estou escrevendo para lembrar que hoje é dia 3, e como sempre, temos um conto novo no site <a href="http://www.novasvisoes.com.br">www.novasvisoes.com.br</a>. O conto desse Mês chama-se &#8220;Elogio à Fábula&#8221; e está no link <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998">http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998</a> ou ná página principal.<br />
 <br />
Começa assim:<br />
 <br />
&#8220;O menino estava sentado sobre a cerca. Nas estórias onde meninos sentam-se em cercas, eles não fazem muita coisa sobre a cerca, ficam ali, esperando que algo lhes aconteça. E este menino não era diferente, apenas que até aquele ponto de sua vida nada havia acontecido enquanto esperava. Passava os dias observando o caminhar das sombras, o dançarem das plantas movidas pela música sutil do vento e um ou outro animal, de andar pacato, que cruzava a paisagem muita pretensão. &#8221;<br />
 <br />
Gostou? Leia completo em <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998">http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998</a>.<br />
 <br />
Se possível me ajude a divulgar o projeto.<br />
 </p>
<p> <br />
Abraços,<br />
Fernando de Freitas Leitão Torres</p>
<p>ps.: No dia 11 de Fevereiro (que é aniversário de uma grande amiga minha) será publicado um artigo meu na Revista Virtual Mundo Mundano. Chama-se Crime Artístico e será publicaso na sessão de cultura. Por favor nnão se esqueçam de anotar em suas agentas e ler meu artigo em <a href="http://www.mundomundano.com.br">www.mundomundano.com.br</a>, no próximo dia 11.</p>
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		<title>Buenas Nuevas (Trad. Dalton Ricoy Torres)</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 21:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Un billete sobre a mesa da sala. Hoy, ella no volvería a casa. Dejaría de ser su casa.
Me sirvo un güisqui veintiún años, guardado para ocasiones especiales. Bebo el contenido del vaso en un trago. Lento. Y abro la carta. Sin novedades. Completo, sin hielo, la próxima dosis e intento desesperadamente sentir alguna cosa. Ni siquiera [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Un billete sobre a mesa da sala. Hoy, ella no volvería a casa. Dejaría de ser su casa.</p>
<p align="justify">Me sirvo un güisqui veintiún años, guardado para ocasiones especiales. Bebo el contenido del vaso en un trago. Lento. Y abro la carta. Sin novedades. Completo, sin hielo, la próxima dosis e intento desesperadamente sentir alguna cosa. Ni siquiera la indiferencia me alcanza.</p>
<p align="justify">Y en miu habitación. Busco una pequeña botella de metal y algunos puros cubanos. Los meto en los bolsillos de la chaqueta y la casa queda atrás.</p>
<p align="justify">Aún en el coche enciendo el primer Habano. Accelero a una casa de tolerancia. Elijo una en la que no debo de encontrar a nadie, uma barata. Bebo más un trago de güisqui y me inebrio con el tabaco para no sentir los olores agrios del establecimiento.</p>
<p align="justify">Una morena de ojos azules estrábicos y poca ropa me da las bienvenidas. Una rubia con tetas igualmente oblicuos baila patéticamente alrededor de un poste cascado y mate. Tampoco al menos me arrepiento de estar aquí.</p>
<p align="justify">Pido una cerveza al camarero que tiene pinta de ser portero de prostíbulo y él me trata de señor. Me siento junto a una mesa y aprecio el alcohol y el tabaco. La bailarina viene a agradarme, digo no y la dejo al próximo. Otras vienen y las rechazo. Cuando apago mi cigarro, dejo una propina al camarero mayor de la que se merecía, y me levanto.</p>
<p align="justify">A la salida le hecho un piropo financiero a la recepcionista de los bellos ojos asimétricos. Ella mira hacia el hombretón detrás de la barra, que todavía cuenta el dinero, y él hace una señal para que ella acepte mi invitación.</p>
<p align="justify">Al entrar en mi coche, percibo que ella usa el mismo perfume que mi mujer. Siempre le he dicho que olía a puta. La chica se llama Pamella, con dos “eles” y tiene la nariz larga y recta. Grande, pero armoniosa. Me pregunta si puede encender un cigarrillo y no me opongo.</p>
<p align="justify">En el hotel le pago lo suficiente para que tenga una óptima navidad. Estamos en septiembre. Hago sexo burocrático. Por tres vezes. Milagro de la medicina. Espero que ella se duerma y dejo un billete en el verso de mi tarjeta comercial “Busca un trabajo de verdad. Búscame este lunes”.</p>
<p align="justify">Está amaneciendo y enciendo un habano más mientras contemplo el amarillento frío de la avenida. Veo a un payaso malabarista atravesando en brincos la calle en movimiento. Corriendo es atropellado. Deja su marca en el parabrisas del coche importado. Arlequinal.</p>
<p align="justify">Bañados de sangre los peatones se carcajean contagiados. Mi corazón, sincera y finalmente, llora.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">______________________________</p>
<p align="justify">O texto original em Português foi postado no site Novas Visões (<a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=124" target="_blank">Para ler clique aqui)</a></p>
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