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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Sobrevivência da arte e do livro</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 10:45:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado Originalmente no Blog Arlequinal, em 04/12/09

“Por princípio a obra de arte sempre foi reprodutível. O que os homens tinham feito sempre pôde ser imitado por homens. Tal imitação foi também exercitada por alunos para praticarem a arte, por mestres para divulgação das obras e, finalmente, por terceiros ávidos de lucro. Em
contraposição a isto, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;">Publicado Originalmente no<a href="http://arlequinal.com.br/"> Blog Arlequinal</a>, em 04/12/09</p>
<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;">“<em>Por princípio a obra de arte sempre foi reprodutível. O que os homens tinham feito sempre pôde ser imitado por homens. Tal imitação foi também exercitada por alunos para praticarem a arte, por mestres para divulgação das obras e, finalmente, por terceiros ávidos de lucro. Em<br />
contraposição a isto, a reprodução técnica da obra de arte é algo de novo que se vai impondo, intermitentemente na história, em fases muito distanciadas umas das outras, mas com crescente intensidade.</em>”</p>
<p style="text-align: right;">- W. Benjamin <em>in</em>: “A Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica”</p>
<p style="text-align: left;">Desde o advento da fotografia (que culminaria no cinematógrafo), as artes plásticas foram condenadas à morte para poder, enquanto Fênix, renascer sob uma nova roupagem. As artes plásticas e o teatro foram questionados e hoje sobrevivem em forma de arte. O cinema, inclusive questionou, ainda que só arranhasse a superfície, a literatura. Porém, em nenhum momento o formato livro foi questionado até agora.</p>
<p style="text-align: left;">Devemos distinguir que literatura e livro são soisas bastante diferentes. A literatura são as idéias, o subjetivo, o conteúdo que o livro carrega, existia antes do livro e existirá se esse se for. Já o livro é um formato.  Nossa concepção de livro é marcado pelo invento de Guttenberg e seus avanços tecnológicos (viva o off-set). Objeto de Fetiche e Status, dificilmente o livro deixará  de ocupar um local de destaque em nossa sociedade, porém, assim como outros formatos, terá de se adaptar para sobreviver.</p>
<p style="text-align: left;">Adorno abre suas “Notas sobre a Litetatura” (Ed. 34), dizendo que é necessário elevar o ensaio à arte. Sem dúvida o destino do livro é ser elevado à arte. Pouco à pouco vejo edições mais elaboradas sendo produzidas. Não falo em edições de luxo (que também continuarão a ser produzidas), mas edições que o ato de editar e produzir um livro são elevados à arte. Nesse sentido, a editora Cosac Naify tem explorado esse caminho com foice na mãe e abrindo uma trinha interessante para quem estiver disposto à segui-la. Dois exemplos claros são “Bartleby, O Escrivão” (Melville) e “Flores” (Mário Bellatin). No primeiro, as páginas devem ser cortadas para que o livro seja lido, o movimento que o leitor é obrigaod a fazer é diametralmente oposto ao do protagonista. No derradeiro, o livro é comercializado sem capa e dentro de um saco plástico, na obra fragmentar (entre o romance e o conto). A Obra trata-se de incompletude, e sua própria edição é incompleta.</p>
<p style="text-align: left;">Obviamente, outras editoras estão pouco à pouco seguindo esse caminho. Em Desacordo Ortográfico (Não Editora), emum um dos contos existe uma série de imagens no canto das páginas que se folheadas rapidamente formam um “filminho”. Ainda, Antônio Xerxenesky, Em “Areia nos Dentes” (Não Editora), experimenta com caractéres, e formatações diferentes. Os Livros do poeta Manoel de Barros vêm em folhas soltas dentro de uma caixa. Samir Mesquita inovou de tal maneira em seu livro de microcontos “18:30? que nem ISBN ele conseguiu (isso espero que mude). A arte de editar um livro, que até pouco tempo era considerado apenas técnica, está se desenvolvendo por um único motivo, a existência do livro está ameaçada. A brochura de textos impressos receberá o golpe, e o livro se elevará à arte.</p>
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		<title>A vida não se resume em festivais</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 16:34:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente em 3/12/09 no Blog Arlequinal
Nas últimas semanas aconteceram uma série de lançamentos e mesas literárias em São Paulo. Imagino que, com a aproximação do natal, os autores devam apressar suas editoras para realizar o lançamento de seus livros. Assim, tomando muito vinho branco nacional (de melhor ou pior qualidade, dependendo da livraria), às [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Publicado originalmente em 3/12/09 no <a href="http://arlequinal.com.br">Blog Arlequinal</a></p>
<p>Nas últimas semanas aconteceram uma série de lançamentos e mesas literárias em São Paulo. Imagino que, com a aproximação do natal, os autores devam apressar suas editoras para realizar o lançamento de seus livros. Assim, tomando muito vinho branco nacional (de melhor ou pior qualidade, dependendo da livraria), às vezes comendo alguns canapés e ouvindo as mesmas  conversas. A literatura marginal, o cânone, os autores fantásticos, ou seja, todos praticam o esporte preferido, bater nos vampiros mórmons do Crepusculo, Lua Nova e livros afins (sobre os quais desconheço uma sílaba escrita).</p>
<p>Ultimamente eu chego em casa e tento diminuir a famosa fila de livros e estou me perguntando: quantas pessoas estão fazendo o mesmo? A minha impressão é que desses lançamentos, mesas literárias encontro de autores sai muito pouco. Os autores leem os autores, alguns arroz de festa compram os livros e nem todos leem o que compram, os parentes colocam em local de destaque sem sequer romper uma vez a lombada.</p>
<p>Resta o fetiche do livro e o culto da personalidade do autor. A Catedral está ali na avenida paulista, em um antigo cinema, como atesta José Saramago. O livro voltou a ser objeto de ostentação e status. Alguém me disse que o escritor é o novo rockstar. Nunca se vendeu tanto livro no Brasil, mas se lê mais que há dez anos? Os mesmos livros estão nas mesmas posições de mais vendidos desde… nossa nem me lembro mais. Ninguem empresta mais um livro para um amigo? E cada vez menos vejo esses fenômenos literários em sebos (quem já está aproximando dos 30 como eu, ou é mais velho, lembra da invasão de exemplares de Cavalo de Troia e Brumas de Avalon nos sebos na década de 90).</p>
<p>Eu começo a ficar desconfiado que alguma coisa está muito errada. Pouco a pouco vejo com bons olhos o advento do livro eletrônico. Quando houver um aparelho acessível ao consumidor geral, que custe o mesmo que um mp3player ou um celular, o custo benefício pode ajudar a literatura. Penso que as pessoas comprarão livros que realmente pretendem ler e que não fiquem apenas “bonitos na estante”.  Com isso, talvez o escritor vá a eventos para falar de literatura e não cultuar sua personalidade.</p>
<p>Lembro-me de assistir o video de Geraldo Vandré, tentando cantar sua “Para não dizer que não falei das flores” ao final de um festival. Diante da derrota para “Sabiá” de Tom Jobim e Chico Buarque, a massa entrou em um surto coletivo e gritava “marmelada, marmelada”. Vandré, antes de cantar, grita ao microfone: a vida não se resume em festivais! A música dizia de algo mais importante que acontecia fora das paredes daquele ginásio: a vida. Está na hora do conteúdo dos livros ser mais importante que seus lançamentos, colunas sociais, vinhos nacionais e estantes da sala.</p>
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		<title>Notas de um Romance em Desenvolvimento II</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 14:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[Proimeiro capitulo escrito. Já matei um personagem essencial da narrativa.
Estou tentando escrever algo completamente diferente de tudo que já escrevi em minha vida. Será?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Proimeiro capitulo escrito. Já matei um personagem essencial da narrativa.</p>
<p>Estou tentando escrever algo completamente diferente de tudo que já escrevi em minha vida. Será?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Notas de um romance em desenvolvimento I</title>
		<link>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/2009/09/notas-de-um-romance-em-desenvolvimento-i/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Sep 2009 21:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[Comecei a escrever meu romance. Já tenho a história razoávelmente estruturada. Como é devido na boa literatura, estou pesquisando algumas coisas. Livros que já entraram na brincadeira:
- Rádio Cidade Perdida (Daniel Alarcón)
- Guerrilla Warfare (Ernesto Che Guevara)
Mais notícias em breve.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comecei a escrever meu romance. Já tenho a história razoávelmente estruturada. Como é devido na boa literatura, estou pesquisando algumas coisas. Livros que já entraram na brincadeira:</p>
<p>- Rádio Cidade Perdida (Daniel Alarcón)</p>
<p>- Guerrilla Warfare (Ernesto Che Guevara)</p>
<p>Mais notícias em breve.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Projeto Clint Eastwood &#8211; Filme I &#8211; Os Imperdoáveis</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Sep 2009 17:51:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[Por motivos que me furto de dispor agora,  decidi assistir (muitas vezes já assistidos) os filmes que Clint Eastwood. De forma que vou dispor algumas impressões, sem pretensões de realizar resenhas críticas.
Os Imperdoáveis é uma exploração sobre a violência. Todos personagens tem em sí tal semente e cada um lida de uma forma com ela. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por motivos que me furto de dispor agora,  decidi assistir (muitas vezes já assistidos) os filmes que Clint Eastwood. De forma que vou dispor algumas impressões, sem pretensões de realizar resenhas críticas.</p>
<p>Os Imperdoáveis é uma exploração sobre a violência. Todos personagens tem em sí tal semente e cada um lida de uma forma com ela.  No início, um vaqueiro corta o rosto de uma prostituta, que riu do tramanho de seu pênis.</p>
<p>O Xerife (Gene Hackman) mantem a ordem da cidade exercendo o mais puro sadismo.</p>
<p>Kid é um rapaz que busca a ajuda de William Munny (Clint Eastwood) para assassinar os vaqueiros por uma soma de dinheiro. O Garoto é obcecado pelas histórias dos fora-da-lei como William Munny e busca repetí-las, quando finalmente mata um homem, entra em crise.</p>
<p>Ned (Morgan Freeman) é o antigo parceiro de William Munny, calmo e aparentemente frio. Quando chega sua vez de tirar a vida de um homem, ele percebe que não é mais capaz de matar.</p>
<p>William Munny é descrito como muitas vezes como um assassino cruel durante o filme, mas seu personagem atribui seus atos do passado à bebida e aponta sua falecida esposa como pivô de sua redenção. Ao final, quando seu instinto violento aflora para vingar a morte de Ned, ele volta a beber. No fundo ele não matava por causa da bebida, mas usava a bebida como catalizador de sua violência. Ninguem grunhe em um faroeste como Eastwood, isso é certo.</p>
<p>Os personagens se dividem entre aqueles que exercem a violência e aqueles que admiram a violência, mas são incapazes de conviver com ela.  Ao final,  não existe herois ou vilões, mas formas diferentes de se praticar a violência humana, inclusive de não praticá-la.</p>
<p><span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; font-weight: bold;"><span style="color: #990000; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px;">»</span> Direção:</span> <a style="color: #000000; text-decoration: none;" href="http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=1066">Clint Eastwood</a><br />
<span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; font-weight: bold;"><span style="color: #990000; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px;">»</span> Roteiro:</span> <a style="color: #000000; text-decoration: none;" href="http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=13888">David Webb Peoples</a><br />
<span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; font-weight: bold;"><span style="color: #990000; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px;">»</span> Gênero:</span> <a style="color: #000000; text-decoration: none;" href="http://www.cineplayers.com/top_genero.php?id=4">Drama</a>/<a style="color: #000000; text-decoration: none;" href="http://www.cineplayers.com/top_genero.php?id=13">Faroeste</a><br />
<span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; font-weight: bold;"><span style="color: #990000; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px;">»</span> Origem:</span> Estados Unidos<br />
<span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; font-weight: bold;"><span style="color: #990000; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px;">»</span> Duração:</span> 131 minutos<br />
<span style="font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px; font-weight: bold;"><span style="color: #990000; font-family: Tahoma, Arial; font-size: 11px;">»</span> Tipo:</span> Longa-metragem</p>
<p>Próximo Filme: Bird</p>
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		<title>Orelha de &#8220;Estudos sobre a Leveza&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 15:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comentários soltos]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Eric Novelo:
Eu e Fernando Torres estávamos no bar trocando idéias sobre utopias, quando de sobrancelha erguida ele me perguntou: Eric, eu escrevo literatura realista? Claro que sim, respondi na hora, sem titubear. Fronteira de gêneros é comigo mesmo. Mas no meu livro tem um hipopótamo que fala, disse ele, derrubando minha certeza. Pensei em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Eric Novelo:</p>
<p>Eu e Fernando Torres estávamos no bar trocando idéias sobre utopias, quando de sobrancelha erguida ele me perguntou: Eric, eu escrevo literatura realista? Claro que sim, respondi na hora, sem titubear. Fronteira de gêneros é comigo mesmo. Mas no meu livro tem um hipopótamo que fala, disse ele, derrubando minha certeza. Pensei em argumentar que o hipopótamo de Elogio à Fábula era tímido demais, talvez surtisse efeito, mas antes que eu pudesse organizar os pensamentos, Fernando me perguntou da formiga, que mais tarde fui lembrar, desfrutando de nova intimidade com o texto, se chamava Tainá. Dentro do formigueiro, tinha uma função a cumprir, ela debaixo da terra com sua folha nas costas, nós acima dela carregando pastas, correndo para não perder o ônibus, ajeitando o nó da gravata. Talvez o psiquiatra dobrasse meus remédios se me ouvisse falar isso, mas senti ali, naquela mesa de bar, que eu e Tainá tínhamos muito em comum, mais ainda do que eu dividia com o hipopótamo. Que cá entre nós, não fala nada. Bati na lona com prazer, ciente de que um bom texto não aceita rótulos, e passamos para o próximo tópico da conversa.</p>
<p>Os 22 contos de Estudos sobre a Leveza são feitos da matéria abstrata que se encontra no campo das idéias, daquela que escapa pelos dedos se apertarmos demais. São moldados pelas intempéries do cotidiano, juntando forma e conteúdo de modo que o leitor possa deslizar pelas entrelinhas, encontrando diferentes reflexos de si no que está retratado. Pode ser o som de um saxofone, uma lambida no sorvete, cineastas sem dinheiro como eu, a incerteza de um sonho, detalhes que facilmente encontram eco no leitor, e que aqui adquirem amplitude, sempre com as portas abertas para um novo significado.</p>
<p>Fernando Torres sabe que a boa literatura não impõe, ela agrega, vai se compondo de cada olhar que a destrinchar no decorrer de sua existência, fatia por fatia. Então não estranhe se a leitura passar num piscar de olhos e fluir com pura leveza. É esse o objetivo! No final de tudo, rótulos diluídos, é a qualidade do traço que faz a diferença, seja no contorno de um hipopótamo ou na trilha de uma formiguinha.</p>
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		<title>O retrado do artista enquanto fotojornalismo VIII</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2009 23:20:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-297" title="10" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2009/06/10-682x1024.jpg" alt="10" width="409" height="614" /></p>
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		<title>O retrato do artista enquanto fotojornalismo VII</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 23:13:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-295" title="08" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2009/06/08-1024x682.jpg" alt="08" width="614" height="409" /></p>
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		<title>O retrato do artista enquanto fotojornalismo VI</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 23:03:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-290" title="06" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2009/06/06-682x1024.jpg" alt="06" width="409" height="614" /></p>
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		<title>O retrato do artista enquanto fotojornalismo V</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 22:52:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-large wp-image-287" title="05" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2009/06/05-682x1024.jpg" alt="05" width="409" height="614" /></p>
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