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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; Resenha Crítica</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Texto na Mundo Mundano</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 02:46:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje foi publicado uma crônica minha na Revista Virtual Mundo Mundano (www.mundomundano.com.br),  é uma maneira bem humorada que encontrei para falar de dois autores que eu gosto (Vinicius de Moraes e Jorge Amado) e cutucar um pouco a pretensa intelectualidade.Dei o Título de &#8220;Crime Artístico&#8221;
 
Eu espero que vocês gostem e divulguem. Se quiserem usar o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje foi publicado uma crônica minha na Revista Virtual Mundo Mundano (<a href="http://www.mundomundano.com.br">www.mundomundano.com.br</a>),  é uma maneira bem humorada que encontrei para falar de dois autores que eu gosto (Vinicius de Moraes e Jorge Amado) e cutucar um pouco a pretensa intelectualidade.Dei o Título de &#8220;Crime Artístico&#8221;<br />
 <br />
Eu espero que vocês gostem e divulguem. Se quiserem usar o texto, não se esqueçam de citar a fonte.<br />
 <br />
E para quem não leu ainda, fica a sugestão para entrar no Projeto Novas Visões e ler meu conto de Fevereiro &#8220;Elogio à Fábula&#8221; no link <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998">http://novasvisoes.com.br/wp/?p=998</a></p>
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		<title>Antônio de Beatriz Bracher</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 21:17:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cristovão Tezza foi aclamado e uma injustiça foi feita. Em qualquer outro ano, qualquer um que seja, o Livro &#8220;Antônio&#8221; de Beatriz Bracher, seria o papão de prêmios. Se não ganhasse um dos muitos prêmios literários, um colunista aqui e outro ali escreveriam artigos com numero limitado de caracteres para a Folha de S. Paulo ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-137" style="border: 1px solid black; margin: 5px;" title="3214359" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2008/12/3214359.jpg" alt="3214359" width="300" height="520" />Cristovão Tezza foi aclamado e uma injustiça foi feita. Em qualquer outro ano, qualquer um que seja, o Livro &#8220;Antônio&#8221; de Beatriz Bracher, seria o papão de prêmios. Se não ganhasse um dos muitos prêmios literários, um colunista aqui e outro ali escreveriam artigos com numero limitado de caracteres para a Folha de S. Paulo ou para o Estado de S. Paulo para lamentar a injustiça. Blogs afora teriam denunciado esquemas entre as editoras grandes para impedir que um livro de uma editora pequena (não dá para dizer que a 34 é grande) ganhasse todos os prêmios. O Fato é eue &#8220;Antônio&#8221; é o melhor livro escrito nos últimos anos depois de &#8220;Filho Eterno&#8221;.</p>
<p>&#8220;Antônio&#8221; guarda uma semelhaça estrutura com &#8220;Relato de um certo Oriente&#8221; de Milton Hatoum. Muito embora eu acredite que seja mais bem sucedido que o livro de 1989.  Um dos temas princpais do livro é a ausência, por começar pelo título, Antônio é o filho de Benjamin, que está por vir, Benjamin é um personagem sem voz, a ele é dirigido os relatos que compõe o livro. A ausência ainda é mais forte pois os relatos contam histórias sobre o pai, a mãe e o avô de Benjamin, que estão todos mortos. O retrato da Família é marcada pela ausência, quase não sabemos dos personagens que relatam as histórias e de seus figurantes.</p>
<p>O livro tem a qualidade de explorar, sempre na ausência, a história de toda uma família e suas questões. No momento em que o livro é narrado, os segredos já não têm mais importância, ou se têm, parecem estar ser considerados inofensivos. Mas é angustiante presenciar cada uma daquelas histórias, reveladas aos poucos e complementarmente, sobre uma sociedade decadente e humanizada.</p>
<p>O livro soa como se todos nós estivessemos alí, e a histórias só ressaltassem nossa impotência, como a de Benjamin, de receber, sem vóz e permanentemente ausente a loucura, os enganos, os preconceitos e tudo mais que está marcado.</p>
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		<title>Antes que eu me esqueça: Seja Feliz</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 21:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Costumo encerrar meus posts por aqui com uma frase: &#8220;Seja feliz&#8221;. Acredite ou não, recebi críticas de amigos e conhecidos de minha frase. Me disseram que sou tolo. Sim, sou tolo, bufão, arlequim!
Meus caros amigos, escrevo aqui minha resposta.
Fosse eu Salomão Schvartzman (ouça diariamente aqui), jornalista da clássica Rede Manchete e de tantas outras (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo encerrar meus posts por aqui com uma frase: &#8220;Seja feliz&#8221;. Acredite ou não, recebi críticas de amigos e conhecidos de minha frase. Me disseram que sou tolo. Sim, sou tolo, bufão, arlequim!</p>
<p>Meus caros amigos, escrevo aqui minha resposta.</p>
<p>Fosse eu Salomão Schvartzman (ouça diariamente <a href="http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=102" target="_blank">aqui</a>), jornalista da clássica Rede Manchete e de tantas outras (e de quem me apropriei da saudação), minha recomendação ao final de minhas inserções passaria desapercebida, ou mesmo, seria encarada como a justa marca de quem sobreviveu no jornalismo em tempos do AI-5 e, após, à derrocada do grupo jornalístico fundado por Adolfo Bloch.</p>
<p>Mas não. Não sou  eu o escolado jornalista que homenageio (duvido que alguém possa acusar de plágio o uso de uma expressão como &#8220;Seja feliz&#8221;, beiraria à paranóia). Para alguns fui considerado irônico, para outros, tolo. Comparam-me ao quadrinista Stan Lee, que em seu Blog diria &#8220;excelsior&#8221; (artista esse que não tomo conhecimento desde os meus longínquos 16 anos), como se fosse um arroubo tolo de afetação infantil. Para quem me critica é quase inconcebível que um advogado, nascido na década de 80, que escreve <a href="http://novasvisoes.com.br/wp" target="_blank">contos</a> com propósito de estudar a leveza (e conseqüentemente seu contrário) possa desejar/recomendar algo tão simples como &#8220;Seja Feliz&#8221;.</p>
<p>Ora! Digo-lhes que estão errados vocês. Sim, quem me critica são exatamente aqueles que estão marcados pela cultura da eterna insatisfação do tempo que vivemos. Afinal, a insatisfação é uma ferramenta do marketing para que os produtos absolutamente desnecessários sejam consumidos: os celulares jamais terão todas as funções possíveis de se encolher em um celular, as televisões jamais serão grande o suficiente, o tênis para correr, o cigarro, nada, nada jamais poderá fazer alguém satisfeito e sempre precisarão de mais alguma coisa. Vocês vêm onde quero chegar?</p>
<p>A infelicidade é um totem, a felicidade é um tabu. Afinal, se está escrito nos mais importantes documentos de Direitos Humanos que o homem tem o direito de buscar a felicidade, é por que nós mesmos vemos este estado espírito (talvez estado de consciência) como uma utopia. Nosso tabu é tão distante que Maiakovski escreveu algo como &#8220;Existe um homem feliz no mundo, e dizem que ele vive no Brasil&#8221;. (Para variar um pouco faço citações de cabeça, das quais não me responsabilizo pela veracidade do autor nem pelo cotejamento da frase.) Opa! Eu vivo no nesse país onde se  falou Tupi um dia! Mas será que nem aqui as pessoas se permitirão ser felizes?</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-92" style="margin: 5px;" title="Giuseppe Ungaretti" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2008/11/giuseppe_ungaretti-189x300.gif" alt="" width="189" height="300" />Giuseppe Ungaretti, poeta moderno italiano (foto ao lado), alegrava-se mesmo quando acordava nas trincheiras da Primeira Grande Guerra. Nestas Trincheiras escreveu Mattina (cuja tradução se encontra ali no canto esquerdo superior dessa página), com dois únicos versos:  &#8221;M&#8217;illumino / d&#8217;immenso&#8221;.</p>
<p>Se alguém ler, e eu recomendo, &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5015146&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=13E18B46&amp;uid=" target="_blank">Daquela Estrela a Outra</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=699655&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=13E18B46&amp;uid=" target="_blank">Alegria</a>&#8220;, e não encontrar razões para repudiar a própria infelicidade mesquinha, pode me apedrejar. O professor Ungaretti, viveu duas guerras, perdeu um filho ainda púbere, deu aula na USP (reduto dos intelectuais infelizes), e nessa foto, ainda quando velho, mantinha esse sorriso.</p>
<p>Mas talvez o segredo da felicidade seja nascer Italiano. Afinal, em uma das melhores passagens que já li em um romance Elio Vitorini diz (&#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2136396&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=1038E218&amp;uid=">Homens e Não</a>&#8220;, Editora Cosac Naify) algo como: &#8220;As pessoas precisam ser felizes. Nada do que fazemos terá sentido se as pessoas não puderem ser felizes&#8221;. E essa passagem está ainda no primeiro capítulo do Livro.</p>
<p>Mas eu sou tolo. Bufão. Arlequim. Preciso de tantas linhas para justificar minha recomendação, que ao fim, cumpri-la ou não é uma decisão somente de meu leitor. Ser infeliz e entrar no círculo vicioso da insatisfação apenas prejudicará a sua saúde.</p>
<p>Eu fico por aqui. E você, se quiser, seja feliz.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lançamento e Crítica Sociedades Secretas, O Submundo &#8211; de Sérgio Pereira Couto</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 21:30:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A literatura de Sérgio Pereira Couto é o que se pode chamar de entretenimento. Autor de diversos livros, com mais de cem mil cópias vendidas, ele aposta na continuação de seu Best-seller Sociedades Secretas.
Usando e abusando de referências desde um conhecimento profundo de lendas medievais até cultura pop, o autor nos envolve na trama de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A literatura de <a href="http://cantodooraculo.wordpress.com" target="_blank">Sérgio Pereira Couto </a>é o que se pode chamar de entretenimento. Autor de diversos livros, com mais de cem mil cópias vendidas, ele aposta na continuação de seu Best-seller Sociedades Secretas.</p>
<p>Usando e abusando de referências desde um conhecimento profundo de lendas medievais até cultura pop, o autor nos envolve na trama de mistério e assassinatos. É um livro gostoso de ler para se divertir, sem compromissos.</p>
<p>O autor preparou uma série de eventos para o lançamento:</p>
<p>07/11 &#8211; Sessão de autógrafos &#8220;Sociedades Secretas &#8211; O Submundo&#8221; -19hs &#8211; Livraria Martins Fontes com o Autor Sérgio Pereira Couto<br />
<strong>08/11</strong> &#8211; Lançamento Oficial &#8220;Sociedades Secretas &#8211; O Submundo&#8221; &#8211; 19hs &#8211; <a href="http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.6eb44e481fba6c0ff828f049c19714a0/?vgnextoid=d673e017a8988110VgnVCM1000004c03c80aRCRD" target="_blank">Casa das Rosas</a> com o Autor Sérgio Pereira Couto, <a href="http://opelf.org" target="_blank">OPELF</a>, Venda de Livros e Promoção do Box &#8220;Sociedades Secretas&#8221; com os volumes I e II</p>
<p><strong>12/11</strong> &#8211; Mesa Redonda sobre Teoria da Conspiração &#8211; 20hs &#8211; <a href="http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.6eb44e481fba6c0ff828f049c19714a0/?vgnextoid=d673e017a8988110VgnVCM1000004c03c80aRCRD" target="_blank">Casa das Rosas</a> &#8211; Evento de destaque na casa das Rosas durante a &#8216;Mostra de Curtas Fantásticos&#8217;, de 11 a 16 de novembro.</p>
<p><strong>13/11</strong> &#8211; Divulgação e Performance &#8220;Sociedades Secretas &#8211; O Submundo&#8221; &#8211; 19hs &#8211; <a href="http://Livrariacultura.com.br" target="_blank">Livraria Cultura</a> com o Autor Sérgio Pereira Couto e <a href="http://opelf.org" target="_blank">OPELF</a></p>
<p><strong>19/11</strong> &#8211; Workshop sobre Sociedades Secretas na <a href="http://livrariacultura.com.br" target="_blank">Livraria Cultura da Avenida Paulista</a>. Participações de membros de ordens como as ligadas a Aleister Crowley, Ordo Fraters Lucis, Xamanismo, Druidismo, Maçonaria e uma sociedade secreta inédita. Debate conduzido pelo jornalista e escritor Sérgio Pereira Couto. A partir das 19 horas.</p>
<p>E seja Feliz!<br />
<a href="http://cantodooraculo.wordpress.com"><br />
</a></p>
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		<title>Madame Bovary e a Crise Norte Americana</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 00:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu entendo pouco, ou quase nada, de economia. Mas toda a situação me remete ao Romance Madame Bovary de Gustave Flaubert (Trad. Fulvia Moretto Editora Nova Alexandria). A crise americana se agravou por que, até onde eu entendo, os bancos concederam mais créditos do que o valor real dos imóveis hipotecados pelos cidadão, ainda, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu entendo pouco, ou quase nada, de economia. Mas toda a situação me remete ao Romance <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2196515&amp;sid=1811662481093083433537881&amp;k5=147BD17A&amp;uid=" target="_blank">Madame Bovary</a> de Gustave Flaubert (Trad. Fulvia Moretto <a href="http://www.novaalexandria.com.br/home.php" target="_blank">Editora Nova Alexandria</a>). A crise americana se agravou por que, até onde eu entendo, os bancos concederam mais créditos do que o valor real dos imóveis hipotecados pelos cidadão, ainda, as pessoas hipotecaram suas casas sem precisar do dinheiro, gastando em consumo e aquecendo o mercado de forma também irreal. Quando a bolha estourou, o mundo entrou em desespero.</p>
<p>A história de Emma é um pouco essa, faz dívidas desnecessárias para comprar coisas desnecessárias. O Romance continua atual, é, ainda, um retrato de nossas fraquezas, de que nos rendemos ao ter e ao parecer, à prazeres etéreos, irresponsavelmente tentamos copiar as revistas e seus personagens (quem não duvida que todos que aparecem na Caras não são Personagens de sí mesmos?). Será que não aprendemos nada nos últimos 150 anos?</p>
<p>Os vícios e anseios de Emma são os mesmos que impregnam a chamada &#8220;sociedade de consumo&#8221;, mudaram, porém, seus incentivadores (que por sinal se tornaram mais eficientes e poderosos). Em muitos aspectos, parece claro que têm se dado muita atenção aos casos extraconjugais de Emma e de seus devaneios provincianos, mas pouco tem se falado no retrato que Flaubert fez de um padrão de comportamento em administração financeira pessoal que perdura. O finaciamento do consumo, e  o seu descontrole, fizeram a tragédia de Emma e, conseqüentemente, de Charles. O autor não previu, apenas, que o agiota poderia ter dimensionado mal os bens de Charles e ter investido na relação muito mais do que podia receber. O autor não previu, porém, que este agiota teria emprestado dinheiro a centenas de mulheres de médicos, convencido todos amigos a fazer o mesmo e todos teriam dimensionado mal as garantias. Ou seriam os bancos a Madame?</p>
<p>Leia o livro, reflita e, se possível, seja feliz.</p>
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		<title>Cristovão Tezza e os prêmios</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Oct 2008 20:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Sérgio Rodrigues publicou um post intitulado &#8220;Por que Tezza ganhou o Portugal Telecom&#8220;, e se referiu a todos os prêmios que este livro garfou. Concordo com ele, isso é uma coisa boa e o cenário da literatura nacional está mudando.
Não é à toa que &#8220;Filho Eterno&#8221; (Ed. Record) de Tezza Ganhou o Prêmio. Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/files/2008/10/tezza.jpg"><img class="alignleft" title="Tezza" src="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/files/2008/10/tezza.jpg" alt="" width="219" height="326" /></a>O Sérgio Rodrigues publicou um post intitulado &#8220;<a href="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2008/10/30/por-que-tezza-ganhou-o-portugal-telecom/#comment-267511" target="_blank">Por que Tezza ganhou o Portugal Telecom</a>&#8220;, e se referiu a todos os prêmios que este livro garfou. Concordo com ele, isso é uma coisa boa e o cenário da literatura nacional está mudando.</p>
<p>Não é à toa que &#8220;Filho Eterno&#8221; (Ed. Record) de Tezza Ganhou o Prêmio. Não por coincidência &#8220;Antônio&#8221; (Ed. 34) de Beatriz Bracher rondou segundos e terceiro lugares nos prêmios. O motivo é o mesmo quando falamos do intermitente autor Milton Hatoum (todos pela Ed. Cia. das Letras), que garfou três Jabutis e um Portugal Telecom.  O que eles têm em comum? o Sérgio Rodigues diz que são os Pinos ou seja:</p>
<p>&#8220;<em>&#8216;O filho eterno&#8217; (Record) foi, disparado, o livro brasileiro lançado em 2007 que equilibrou com maior sucesso os pinos malabares freqüentemente antagônicos da legibilidade (aquilo que ganha o público) e do rigor estético (aquilo que ganha a crítica); da alta voltagem emocional (que atrai leitores) e do trabalho maduro de linguagem (que atrai elogios).</em>&#8221;</p>
<p>Eu concordo. Mas acho importante ressaltar que representa uma ruptura na literatura brasileira. Os antigos escritores se foram em sua maioria, e os novos davam valor, em geral para um só desses &#8220;Pinos&#8221;, escolhendo uma entre as três primeiras e quase sempre deixando a última de lado.</p>
<p>A &#8220;Geração 90&#8243;, duramente criticada, parece ter sido deixada para trás. Muita gente boa fez parte dela, não vou negar. Mas nenhum foi tão completo.</p>
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