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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; Questionamentos</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Eu sei que vai dar polêmica</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Mar 2009 14:26:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevo esse post, a partir de uma discução que surgiu nos comentártio deste post, no blog do Sérgio Rodrigues. Antes de mais nada: Não existe literatura gay. Não existe tampouco uma literatura feminina. Literatura negra. Existe sim Literatura boa, ruim, divertida, tediosa. E não necessáriamente a literatura boa será divertida e a ruim tediosa. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevo esse post, a partir de uma discução que surgiu nos comentártio <a href="http://colunistas.ig.com.br/sergiorodrigues/2009/03/19/%e2%80%98memorias-postumas-de-bras-cubas%e2%80%99-e-um-livro-espirita/" target="_blank">deste post</a>, no blog do Sérgio Rodrigues.</p>
<p>Antes de mais nada: Não existe literatura gay. Não existe tampouco uma literatura feminina. Literatura negra. Existe sim Literatura boa, ruim, divertida, tediosa. E não necessáriamente a literatura boa será divertida e a ruim tediosa.</p>
<p>Um livro não tem orientação sexual, seus autores podem ter, mas isso não impede que eles escrevam histórias universais (e boas), sendo seu seu personagem gay ou heterosexual. Aliás, livros que foram escritos com o idéia de ter a mesma qualidade que um humano, são, em geral (cabem exceções) muito ruins, sendo panfletos didáticos político partidários de um movimento, e portanto valendo mais ao estudo sociológico (ou antropológico) do que literário.</p>
<p>Em regra (mais uma vez cabendo exceções), livros escritos por autores pertencentes a um movimento político (seja ele étnico, partidário, ideológico, ou qualquer movimento em prol de uma classe) e que na época tiveram destaque dentro daqueles círculos por serem engajados, foram fadados ao esquecimento. Por outro lado, muitos livros que foram rejeitado pelos movimentos que o autor pertencia, ou perseguidos por patrulhas ideológicas (sendo elas detentoras ou não do poder político), se tornaram referência dentro do estudo da literatura. Exemplos não faltam: Elio Vittorini, Jorge Amado, Machado de Assis, só para citar alguns.</p>
<p>Isso se dá por que todo movimento político (revolucionário ou não, de direita, esquerda, centro, em prol das maiorias, das minorias) independente da causa que defende, têm dentro de sí a semente reacionária. De combater a tudo e a todos que o contrapões. Ou alguem realmente acredida que o princpio liberal de &#8220;defender o direito de me contrapor&#8221; não passa de uma hipocrisia prepotente e construída em cima de uma falácia? Não? Se eu tenho direito de acreditar em tudo que eu quiser, por que me é vedado o direito de lutar verdadeiramente por isso? Ou de aplicar o que eu acredito em prática do cotidiano? Afinal, usando um exemplo didático sem reflexo na minha opinião pessoal, alguem pode ser a favor da pena de morte, mas não poderá jamais aplicá-la, sem que seja considerado tão criminoso quanto o &#8220;aplicado&#8221;. É mera superioridade retórica que ajuda a vencer um debate sem entrar no mérito das propostas práticas.</p>
<p>Dizer por sua vez, &#8220;Retrato de Dorian Gray&#8221; é um romance gay, é um reducionismo cavalar. Tal Livro trata sobre o narcisismo e a vaidade (já tratado na Bíblia e em muitos mitos ocidentais primitivos que conheço), qualidades que atinge homens e mulheres (ou seja todo o gênero humano) independente de orientação sexual ou política. O livro trata de uma qualidade humana e a vida pessoal/amorosa de seu autor não o faz ser um documento sociológico sobre o homossexualismo.</p>
<p>Por outro lado, a obra prima de Maquiavel &#8220;O Principe&#8221; é uma obra política comparável  à &#8220;República&#8221; de Platão, em sua importância. Talvez seja o obra política de maior impacto e reflexo na história moderna depois das Obras de Marx (Karl, não o Groucho). A leitura atenta, demonstra muito mais que os preconceitos ideológicos históricos que marcaram a obra. É um manual, não do absolutismo, mas sobre o gênero humano. Lá está escrito que nenhum governante permanecerá no poder apenas por &#8220;berço&#8221;, mas que deve ter méritos, e méritos implicam em agradar o povo (nada do que fazemos tem sentido se os homens não puderem ser felizes &#8211; Elio Vittorini). Que o ideal é que um governate deve ser amado e temido, mas para a manutenção do poder é mais prático ser temido, mas que por outro lado ser temido pode levar à insatisfação do cidadão, e isto à substituição do governante. O livro em sí, permanece não pela ideologia que ele representou na época, mas por ser uma obra essencial, universal, que deve ser lida (atentamente e criteriosamente) por qualquer um que pretenda realizar algum estudo sobre política. Quantas obras foram escritas justificando a ideologia vigente à época? Quantas realmente permaneceram?</p>
<p>Antes de ler um livro, talvez devessemos nos preocupar menos no que ele representa às ideologias, mas o que ele representa sobre o humano. Houve um tempo que a Ciência Lombrosiana (e seus supostos métodos científicos e portanto supostamente neutros) escancarou a impossibilidade do humano ser neutro em seus estudos, mas, na época, as ideologias apontaram na suposta neutralidade e cientificidade exatamente o que ela precisavam para realizar seus atos hediondosamente humanos.</p>
<p>A pergunta, afinal deve ser, o que isso reflete do autor, mas o que isso reflete de mim? O que esse livro me aproxima de outro humano? Por que esse reflexo me instiga a afastar ou me aproximar do que está escrito? A boa literatura é aquela que você pode ver o que existe mais humano em você e te puxa a refletir sobre isto.</p>
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		<title>Desculpem a ausência</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 03:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei uns dias sem escrever. Me perdoem aqueles que costuma a visitar esse espaço. Gostaria de falar sobre a excomunhão do médico que salvou uma menina de nove anos de dar a luz a crianças gêmeas fruto de um estupro. Mas eu teria de entrar em um questionamento religioso que não me agrada. Pensei em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei uns dias sem escrever. Me perdoem aqueles que costuma a visitar esse espaço.</p>
<p>Gostaria de falar sobre a excomunhão do médico que salvou uma menina de nove anos de dar a luz a crianças gêmeas fruto de um estupro. Mas eu teria de entrar em um questionamento religioso que não me agrada.</p>
<p>Pensei em falar da moça na Suíça, mas acho que está na hora daqueles que a amam serem deixados em paz. Está na hora de deixá-los cuidar dela.</p>
<p>Pensei em listar os livros que eu gostaria de ter escrito (Antônio-Beatriz Bracher, o por quê de todas as coisas-Quim Monzó, entre outros) mas as explicações seriam longas.</p>
<p>O Ronaldo. Grande jogador. Jogou bem, mas não fez arte. Aqui é espaço para arte.</p>
<p>Estou enfrentando Ulisses, de Joyce, pela terceira vez. Acho que agora vai.</p>
<p>Sejam felizes. Eu volto.</p>
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		<title>Quando a ficção invade a realidade</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 20:37:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[corpo]]></category>
		<category><![CDATA[dalton trevisan]]></category>
		<category><![CDATA[vela para dário]]></category>

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		<description><![CDATA[Em janeiro eu publiquei no Novas Visões o conto &#8220;O Corpo&#8221; (para ler clique aqui) que causou um certo incomodo para uma série de pessoas. Alguns compararam o texto com o clássico de Dalton Trevisan &#8220;Uma vela para Dário&#8221; (não me lembro exatamento livro). O fato é que hoje a realidade imitou a ficção. Hoje, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em janeiro eu publiquei no Novas Visões o conto &#8220;O Corpo&#8221; (para ler clique <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=902" target="_blank">aqui</a>) que causou um certo incomodo para uma série de pessoas. Alguns compararam o texto com o clássico de Dalton Trevisan &#8220;Uma vela para Dário&#8221; (não me lembro exatamento livro).</p>
<p>O fato é que hoje a realidade imitou a ficção. Hoje, na frente de minha garagem tombou um catador de papel de uma cooperativa do bairro. Não tombou de morte, mas de bêbado e alí ficou sangrando da pancada que tomou do chão. Rapidamente moradores da rua chamaram o socorro, evitaram o tumulto e depois de alguns minutos o resgate foi feito.</p>
<p>Não vou apontar dedos para o rapaz que passou ao lado do corpo caído na saída da garagem. Como não vou apontar o dedo paras centenas de motoristas que passaram pela rua, viram o senhor no chão e ignoraram. Mas nessas horas que meu materialismo histórico não me basta. Toda minha ideologia e coerência não me basta. algo em mim chora, algo em mim se revolta. No fundo quero pegar o mundo no colo e mostrá-lo o caminho. Não, não! Eu seria um ditador! Quem sou eu para dizer ao mundo o que é bom? Que fardo (e fado) é esse que urge? Cuidar do mundo é impossível, não posso ser arrogante a esse ponto. Não a esse ponto.</p>
<p>Penso em Drummond: (mundo mundo vasto mundo) e me volta a imagem do corpo inerte (se eu me chamasse Raimundo), qual será o nome daquele senhor, alí caído de bêbado (isso seria uma rima, não seria uma solução)?, será que ele vai ficar bem (mundo, mundo vasto mundo)?, será que ficar bem é uma possibilidade que se aplica a alguem na condição dele (mais vasto é meu coração)?, sofro ao vir de um colega que aparece que aquele senhor é alcolatra e dá muito trabalho aos colegas de coperativa (ó Deus por que me abandonaste!), e quero mais uma vez pegar o mundo no colo (se sabia que eu não era Deus) e sei que não posso e preciso pelo menos cuidar de mim (se sabia que eu era fraco!).</p>
<p>E penso em Bandeira (aquele bicho, meu Deus! era um homem).</p>
<p>A situação assusta, se por um lado a realidade ainda é dura, quando ela imita a ficção sentimos a inversão indevida da ordem das coisas. Senti-me como a escritora que encontra seu personagem que está para ser assassinado por ela em suas páginas no Filme &#8220;Mais Estranho que a Ficção&#8221;.</p>
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		<title>Leituras e Escolhas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 20:35:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[gramática]]></category>
		<category><![CDATA[José Fiorin]]></category>
		<category><![CDATA[Mário de Andrade]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma ortográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando Spike Lee filmou &#8220;Faça a Coisa Certa&#8221;, no final ele apresenta dois textos antagônicos na postura e não no objetivo: Martin Luther King e Malcon X. Em entrevista posterior ele disse que sua intenção era fazer com que as pessoas refletissem e escolhessem por elas mesmas sua postura no combate à questão racial nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando Spike Lee filmou &#8220;Faça a Coisa Certa&#8221;, no final ele apresenta dois textos antagônicos na postura e não no objetivo: Martin Luther King e Malcon X. Em entrevista posterior ele disse que sua intenção era fazer com que as pessoas refletissem e escolhessem por elas mesmas sua postura no combate à questão racial nos Estados Unidos da América. Hoje Barack Obama é presidente.</p>
<p>Embora a questão seja muito menos importante, eu gostaria de colocar uma pequena literatura para quem se interessar em refletir sobre a Reforma ortográfica:</p>
<ul>
<li>O que é o Português Brasileiro</li>
<li>Elementos da Linguistica I &#8211; José Fiorin (org)</li>
<li>Taxi e Crônicas do Diário Nacional, Mário de Andrade</li>
</ul>
<p>Essa é a última vez que falo sobre o assunto.</p>
<p>Escolha sua posição, e seja feliz</p>
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		<title>Mais sobre gramática&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jan 2009 21:48:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;É difícil a gente se entender a respeito de certos assuntos, principalmente porque muito raro os discutidores se colocam ba mesma ordem de argumentação. O assunto Ortografia é desses. Se cruzam inicuamente argumentos de ordem filosófica, de ordem propriamente filológica e de ordem sentimental.&#8221; &#8211; Mário de Andrade: TAXI: ORTOGRAFIA &#8211; I &#8211; Diário Nacional, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;<em>É difícil a gente se entender a respeito de certos assuntos, principalmente porque muito raro os discutidores se colocam ba mesma ordem de argumentação. O assunto Ortografia é desses. Se cruzam inicuamente argumentos de ordem filosófica, de ordem propriamente filológica e de ordem sentimental.&#8221;</em> &#8211; Mário de Andrade: TAXI: ORTOGRAFIA &#8211; I &#8211; Diário Nacional, Sábado, 18 de Janeiro de 1930.<em> </em></p>
<p>Estou relendo alguns textos de Mário de Andrade, preparados ao tempo da reforma ortográfica de 1929. Interessante como os temas permanecem os mesmos depois de exatos 79 anos.</p>
<p>Leitura obrigatória: <em>Taxi e Crônicas no Diário Nacional</em>, de Mário de Andrade. Editora Duas Cidades, 1976.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Resposta à José Saramago</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 21:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[José Saramago pergunto em seu Blog, sobre Barack Obama: &#8220;Donde saiu este homem? (&#8230;) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida.&#8220;(Leia na integra aqui) Esse homem, que nos dá esperanças, caro José, surgiu entre nós humanos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Saramago pergunto em seu Blog, sobre Barack Obama:</p>
<p>&#8220;<em>Donde saiu este homem? (&#8230;) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida.</em>&#8220;(Leia na integra<a href="http://caderno.josesaramago.org/2009/01/20/donde/"> aqui</a>)</p>
<p>Esse homem, que nos dá esperanças, caro José, surgiu entre nós humanos. Talvez, só talvez e quem sabe com muita sorte, ele tenha surgido entre nós para nos provar errados sobre o fatalismo inerente. Obama não irá operar nenhum milagre, mas pode provar que a humanidade não está condenada à cegueira, que se de um lado existe o ódio, a intolerancia, a perversidade e a crueldade, do outro a humanidade pode produzir homens como Barack Hussein Obama.   </p>
<p>Eu espero com toda sinceridade este Sr., que se projetou à Presidência dos Estados Unidos da América, possa ser ao menos um pouco do homem que esperamos que ele seja: Honesto, que respeite a soberania dos outros Países, que cumpra com a Declação dos Direitos Humanos, que encerre o embargo criminoso à Cuba, que encerre as guerras da intolerância religiosa.</p>
<p>Dúvido que Obama possa influenciar um fim na Questão Palestina/Israel (sinceramente acho mais fácil ele ter o superpoder de voar), mas por que não tentar?</p>
<p>Querido José, sei que Barack Obama tem convicções políticas abasolutamente diversas das suas, admiro você falar abertamente do que você vê nesta pessoa (como você mesmo ressaltou).  Se ler isso, querido escritor, saiba que ele surgiu por que nós, pessoas (homens e mulheres, de todas etnias e nações) precisavamos escutar que outro mundo era possível. E nós mesmos, de uma forma ou de outra, ajudamos que ele pudesse dizer.</p>
<p>Vamos aproveitar a esperança e sejamos felizes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O fim da Era Walker Bush</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jan 2009 21:35:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou comemorando. Acabou a ditadura Walker Bush. Sim, uma ditadura velada. Caracterizada pelos seguintes fatos: Em dezembro de 2000 GWB foi derrotado democraticamente nas eleições americanas. Sabe-se lá como, por troca de favores ou de ameaças, ele reverteu os votos do Estado da Flórida, onde havia perdido por algumas centenas de votos, a seu favor. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou comemorando. Acabou a ditadura Walker Bush. Sim, uma ditadura velada. Caracterizada pelos seguintes fatos:</p>
<ul>
<li>Em dezembro de 2000 GWB foi derrotado democraticamente nas eleições americanas. Sabe-se lá como, por troca de favores ou de ameaças, ele reverteu os votos do Estado da Flórida, onde havia perdido por algumas centenas de votos, a seu favor. Um Golpe de Estado velado. A Democracia perdeu, os Democradas ganharam e não levaram a eleição.</li>
<li>Uma das providências de GWB foi instalar um regime de medo contra um inimigo externo, medo este que o manteve no poder por 8 anos.</li>
<li>GWB também caçou as liberdades individuais de seus cidadãos, os direitos humanos foram violados em seu próprio território, um por um.</li>
<li>Em território Cubano ele instalou um campo de concentração para presos de guerra, nuinguem sabe quem e quantas pessoas estão presas em Guantanamo, em que condições e principalmente, sem um julgamento.</li>
<li>Após os ataques de um grupo terrorista, GWB invadiu o Afeganistão e derrubou um regime ditatorial que seu próprio país (e muitos outros) ajudou a chegar ao poder. Veja bem: ele respondeu os ataques de um grupo terrorista internacional derrubando um governo de outro país (não quero entrar no mérito da legitimidade de tal governo).</li>
<li>Após, GWB inventou uma mentira e invadiu sem qualquer motivo o Iraque, um país Soberano.</li>
<li>E GWB reiterou a mentira até ela se tornar insustentável, e quando isso aconteceu ele inventou outros factoides.</li>
<li>GWB regeu seu governo com postura militarista, gastou somas indecentes de dinheiro em armamento e tecnologia de Guerra, deixando seu povo se afundar numa crise econômica.</li>
<li>Deixou a Crise econômica para os outros governantes, democraticamente eleitos, lidarem.</li>
</ul>
<p>Você pode até não concordar comigo, mas tudo que descrevi acima são atos muito parecidos com os grandes ditadores do Século XX (e outros mais antigos), escolha o seu e compare. Lembro que existiram uma porção na Europa, muitos na América Latina , na Africa e na Ásia.</p>
<p>É por isso que comemoro o fim da Era Walker Bush. Finalmente o século XXI sai das Trevas.</p>
<p>Agora é esperar que a Era Engodo Nacional por aqui acabe (só mais dois anos). Depois GWB e LILS vão pescar juntos, passear no rancho e ter uma aposentadoria tranquila. A menos que um Juiz Espanhol peça a prisão deles.</p>
<p>Aproveite a esperança e seja Feliz.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>SOBRE GRAMÁTICOS E REVISORES  por Rubem Alves</title>
		<link>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/2009/01/sobre-gramaticos-e-revisores-rubem-alves/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 21:19:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[gramática]]></category>
		<category><![CDATA[Reforma ortográfica]]></category>
		<category><![CDATA[revisores]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Alves]]></category>

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		<description><![CDATA[Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder. Eles tem o poder para  baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece num  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os gramáticos são entidades dotadas de um grande poder. Eles tem o poder para  baixar leis sobre como as palavras devem ser escritas e sobre como elas devem ser ajuntadas. Seu poder vai ao ponto de poderem estabelecer que uma certa palavra existe ou que tal palavra não existe. Quando a dita palavra aparece num  texto eles a desrealizam por meio de uma palavra  latina “deleatur”, afirmando que se trata de um simples fantasma. Foi o que aconteceu com a palavra “estória”. Atreva-se a escrevê-la! Os “revisores”, policiais da língua que cumprem as ordens dos gramáticos, logo a transformam em “história”,  assumindo que o escritor a escreveu por ignorar que ela foi a óbito.</p>
<p>Os revisores são seres obedientes: cumprem e fazem cumprir as leis ditadas pelos gramáticos. Saramago descreve a sua condição como seres  “ atados de pés e mãos por um conjunto de proibições mais severas que um código penal”. Olhos de falcão, tem de estar atentos aos mínimos detalhes. Sua concentração nos detalhes é de tal ordem que, por vezes o sentido do texto, aquilo que o escritor está dizendo, lhes escapa.</p>
<p>Aconteceu comigo. Escrevi um livro O poeta, o guerreiro, o profeta. O argumento se construía precisamente sobre a diferença entre “estória” e “história”. Num capítulo era “estória”. No outro era “história”. Se ele, o revisor, tivesse prestado atenção naquilo que eu estava dizendo ele teria notado que o aparecimento alternativo de “estória” e “história” não podia ser acidental. Mas ele, obediente às leis dos gramáticos,  transformou  todos os “estórias” em “história”,  tornando o meu livro gramaticalmente correto e literariamente em “non-sense”.</p>
<p>Numa outra ocasião o revisor enquadrou na reforma ortográfica uma fala do Riobaldo, que eu citava. Ficou divertido ler Riobaldo, jagunço de muitas mortes, contando seus casos com fala de professora primária. </p>
<p>Saramago tem medo dos revisores. Não permite que eles metam o bedelho nos seus livros para enquadrá-los às regras da gramática. Desprezando vírgulas e pontos ele vai em frente consciente de que seus leitores são suficientemente inteligentes para colocar as  virgulas e os  pontos nos lugares que  sua respiração  e o sentido determinarem.</p>
<p>Mas o escritor português sabe que os  revisores são pessoas que sofrem. Deve ser terrível viver o tempo todo sob a tirania das leis dos gramáticos e sob a tirania do texto do autor a que eles tem de se submeter, sem dar sua contribuição pessoal. Afinal de contas o revisor não gosta de ser revisor. Ele queria mesmo é ser escritor.</p>
<p> Compadecido do sofrimento dos revisores Saramago  escreveu o livro História do cerco de Lisboa . Pois nesse  caso o revisor do dito livro que, se não me engano, se chamava Raimundo Silva, se rebelou contra o seu destino e resolveu fazer história.  No lugar onde o autor escrevera que os portugueses foram ajudados pelos cruzados,  Raimundo Silva inseriu um “não”  entre os “portugueses” e o “foram” o texto ficou  “e os portugueses não foram ajudados pelos cruzados&#8230;”</p>
<p>Assim, contrariamente ao que já disse, fico a pensar que talvez o poder dos revisores seja maior que o poder dos gramáticos: com uma única palavra eles podem mudar o mundo ou arruinar um livro&#8230;</p>
<p>(<em>Agradecemos a gentileza do autor, que autorizou a publicação do texto em este blog. Agradecemos também ao leitor que indique este texto neste espaço ao invés de copiá-lo para seu próprio espaço</em>)</p>
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		<title>Detalhe da Reforma Ortográfica</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jan 2009 02:35:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguém me disse, preciso verificar, que com a reforma ortográfica a expressão antes grafada como &#8220;Anti-semita&#8221; será &#8220;Antissemita&#8221;. Sou só eu que vi, ou a língua portuguesa agora faz uma referência direta à &#8220;SS&#8221; na própria palavra Anti-Semita? Será denúncia ou apologia? Escolha sua interpretação, mas seja tolerante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém me disse, preciso verificar, que com a reforma ortográfica a expressão antes grafada como &#8220;Anti-semita&#8221; será &#8220;Antissemita&#8221;. Sou só eu que vi, ou a língua portuguesa agora faz uma referência direta à &#8220;SS&#8221; na própria palavra Anti-Semita? Será denúncia ou apologia?</p>
<p>Escolha sua interpretação, mas seja tolerante.</p>
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		<title>2008 termina sem listas</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 21:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pipocam pelos blogs, pelos jornais e mesas de bar as listas. Os cinco mais e os cinco menos (ou qualquer quantidade) de 2008 são diversos. Todas as listas são fruto de mera arbitrariedades sem mêtodos (prêmios são arbitrariedades com métodos). O melhor livro editado esse ano? Deixei de ler tantos livros tão altamente recomendados, me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pipocam pelos blogs, pelos jornais e mesas de bar as listas. Os cinco mais e os cinco menos (ou qualquer quantidade) de 2008 são diversos. Todas as listas são fruto de mera arbitrariedades sem mêtodos (prêmios são arbitrariedades com métodos). O melhor livro editado esse ano? Deixei de ler tantos livros tão altamente recomendados, me dediquei a tantos livros auto recomendos. Seria leviano fazer uma lista dos melhores livros que lí (e não necessariamente publicados esse ano) escolhendo um terço ou quiçá metade dos livros que passaram por minha cabeceira.</p>
<p>Por sinal, nem sei quantos livros lí esse ano. Foi-se o tempo que eu contava os livros. Sei que li bastante. Menos que alguns anos e mais que outros. Mas li com qualidade. Esse ano finalmente enfrentei certos clássicos que teimavam a me perseguir. Me apressei para conhecer os livros do momento. E como vou comparar Flaubert, Hatoum, Tezza, Beatriz Bracher, Primo Levi, uns com os outros? Quer dizer Milton Hatoum deve estar sorrindo em algum lugar só de imaginar que alguem o colocou na mesma linha que Flaubert em um comentário qualquer. Junto de Samuel Titan Jr., ele um aficcionado pelo autor Francês. Flaubertianos.</p>
<p>E falando em Flaubert e de Samuel Titan Jr., cadê aquela tradução de Educação Sentimental que está no Prelo desde 2005? Samuel é um baita tradutor (merece ser observado pelos juízes do Jabuti), creio que um dos tradutores mais fieis que lí (Baseado na edição de &#8220;Bonequinha de Luxo&#8221; que li e outras coisas por aí), talvez pela consciência de que todo tradutor é um traídor.</p>
<p>Preciso reafirmar algo: Esse ano foi de Cristovão Tezza, mas poderia ser de Beatriz Bracher. &#8220;Antônio&#8221; é, sem dúvida alguma, um livro fabuloso.</p>
<p>Feliz Ano Novo a todos, e não se esqueçam: Sejam Felizes</p>
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