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	<title>Fernando de Freitas Leitão Torres &#187; Livros Clássicos</title>
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	<description>Livros, Artes e tudo que é essencial</description>
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		<title>Desculpem a ausência</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 03:23:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei uns dias sem escrever. Me perdoem aqueles que costuma a visitar esse espaço.
Gostaria de falar sobre a excomunhão do médico que salvou uma menina de nove anos de dar a luz a crianças gêmeas fruto de um estupro. Mas eu teria de entrar em um questionamento religioso que não me agrada.
Pensei em falar da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei uns dias sem escrever. Me perdoem aqueles que costuma a visitar esse espaço.</p>
<p>Gostaria de falar sobre a excomunhão do médico que salvou uma menina de nove anos de dar a luz a crianças gêmeas fruto de um estupro. Mas eu teria de entrar em um questionamento religioso que não me agrada.</p>
<p>Pensei em falar da moça na Suíça, mas acho que está na hora daqueles que a amam serem deixados em paz. Está na hora de deixá-los cuidar dela.</p>
<p>Pensei em listar os livros que eu gostaria de ter escrito (Antônio-Beatriz Bracher, o por quê de todas as coisas-Quim Monzó, entre outros) mas as explicações seriam longas.</p>
<p>O Ronaldo. Grande jogador. Jogou bem, mas não fez arte. Aqui é espaço para arte.</p>
<p>Estou enfrentando Ulisses, de Joyce, pela terceira vez. Acho que agora vai.</p>
<p>Sejam felizes. Eu volto.</p>
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		<title>Rápidas</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 20:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>

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		<description><![CDATA[1. Cansei de falar da Reforma Ortográfica.
2. Meu primeiro livro foi escrito e eu pretendo publicá-lo dentro das normas vigentes até 2012.
3. Não permitirei adaptação à nova grafia.
4. É complexo se Saramago, eu sei!
5. O conto do André Moncaio está muito bom, Leia aqui.
6. Eu gostei especialmente do meu conto desse mês, Leia aqui.
7. Algumas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1. Cansei de falar da Reforma Ortográfica.</p>
<p>2. Meu primeiro livro foi escrito e eu pretendo publicá-lo dentro das normas vigentes até 2012.</p>
<p>3. Não permitirei adaptação à nova grafia.</p>
<p>4. É complexo se Saramago, eu sei!</p>
<p>5. O conto do André Moncaio está muito bom, <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=928" target="_blank">Leia aqui</a>.</p>
<p>6. Eu gostei especialmente do meu conto desse mês, <a href="http://novasvisoes.com.br/wp/?p=902" target="_blank">Leia aqui</a>.</p>
<p>7. Algumas pessoas falaram que lembra &#8220;Uma vela para Dário&#8221; de Dalton Trevisan.</p>
<p>8. Eu não concordo mas agradeço, Trevisan é bom.</p>
<p>9. tomei coragem e lí algumas páginas de um livro do Paulo Coelho.</p>
<p>10. É muito ruim mesmo. </p>
<p>11. É pior que eu podia imaginar.</p>
<p>12. Não comprarei livros até julho.</p>
<p>13. A menos que eu possa descolar uma dedicatória em um lançamento.</p>
<p>14. A fila está grande e o tempo escasso.</p>
<p>15. Esse final de semana se encerra a exposição com Curadoria do Coletivo La Panela.</p>
<p>16. Não está sabendo veja post abaixo.</p>
<p>17. Final do mês tem estreia do grupo Glacê.</p>
<p>18. Não está sabendo? <a href="http://coletivolapanela.blogspot.com/2009/01/ensaios-do-grupo-glac.html">Clique aqui.</a></p>
<p>19. Por sinal, conheçam o trabalho do Coletivo La Panela.</p>
<p>20.  Mudando de assunto, preciso conhecer <a href="http://www.livrariasobrado.com.br/index.asp" target="_blank">essa livraria</a>.</p>
<p>21. Dizem que eles fazem festa de aniversário.</p>
<p>22. Você está convidado, aproveite e compre o presente na hora.</p>
<p>23. Eu vou indo. Seja Feliz.</p>
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		<title>2008 termina sem listas</title>
		<link>http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/2008/12/2008-termina-sem-listas/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Dec 2008 21:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Questionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Pipocam pelos blogs, pelos jornais e mesas de bar as listas. Os cinco mais e os cinco menos (ou qualquer quantidade) de 2008 são diversos. Todas as listas são fruto de mera arbitrariedades sem mêtodos (prêmios são arbitrariedades com métodos). O melhor livro editado esse ano? Deixei de ler tantos livros tão altamente recomendados, me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pipocam pelos blogs, pelos jornais e mesas de bar as listas. Os cinco mais e os cinco menos (ou qualquer quantidade) de 2008 são diversos. Todas as listas são fruto de mera arbitrariedades sem mêtodos (prêmios são arbitrariedades com métodos). O melhor livro editado esse ano? Deixei de ler tantos livros tão altamente recomendados, me dediquei a tantos livros auto recomendos. Seria leviano fazer uma lista dos melhores livros que lí (e não necessariamente publicados esse ano) escolhendo um terço ou quiçá metade dos livros que passaram por minha cabeceira.</p>
<p>Por sinal, nem sei quantos livros lí esse ano. Foi-se o tempo que eu contava os livros. Sei que li bastante. Menos que alguns anos e mais que outros. Mas li com qualidade. Esse ano finalmente enfrentei certos clássicos que teimavam a me perseguir. Me apressei para conhecer os livros do momento. E como vou comparar Flaubert, Hatoum, Tezza, Beatriz Bracher, Primo Levi, uns com os outros? Quer dizer Milton Hatoum deve estar sorrindo em algum lugar só de imaginar que alguem o colocou na mesma linha que Flaubert em um comentário qualquer. Junto de Samuel Titan Jr., ele um aficcionado pelo autor Francês. Flaubertianos.</p>
<p>E falando em Flaubert e de Samuel Titan Jr., cadê aquela tradução de Educação Sentimental que está no Prelo desde 2005? Samuel é um baita tradutor (merece ser observado pelos juízes do Jabuti), creio que um dos tradutores mais fieis que lí (Baseado na edição de &#8220;Bonequinha de Luxo&#8221; que li e outras coisas por aí), talvez pela consciência de que todo tradutor é um traídor.</p>
<p>Preciso reafirmar algo: Esse ano foi de Cristovão Tezza, mas poderia ser de Beatriz Bracher. &#8220;Antônio&#8221; é, sem dúvida alguma, um livro fabuloso.</p>
<p>Feliz Ano Novo a todos, e não se esqueçam: Sejam Felizes</p>
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		<title>Antes que eu me esqueça: Seja Feliz</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 21:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogs]]></category>
		<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>
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		<category><![CDATA[Resenha Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Daquela Estrela a Outra]]></category>
		<category><![CDATA[Elio Vitorini]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Giuseppe Ungaretti]]></category>
		<category><![CDATA[Maiakovski]]></category>
		<category><![CDATA[Novas Visoes]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Salomão Schvartzman]]></category>
		<category><![CDATA[Ungaretti]]></category>

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		<description><![CDATA[Costumo encerrar meus posts por aqui com uma frase: &#8220;Seja feliz&#8221;. Acredite ou não, recebi críticas de amigos e conhecidos de minha frase. Me disseram que sou tolo. Sim, sou tolo, bufão, arlequim!
Meus caros amigos, escrevo aqui minha resposta.
Fosse eu Salomão Schvartzman (ouça diariamente aqui), jornalista da clássica Rede Manchete e de tantas outras (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Costumo encerrar meus posts por aqui com uma frase: &#8220;Seja feliz&#8221;. Acredite ou não, recebi críticas de amigos e conhecidos de minha frase. Me disseram que sou tolo. Sim, sou tolo, bufão, arlequim!</p>
<p>Meus caros amigos, escrevo aqui minha resposta.</p>
<p>Fosse eu Salomão Schvartzman (ouça diariamente <a href="http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=102" target="_blank">aqui</a>), jornalista da clássica Rede Manchete e de tantas outras (e de quem me apropriei da saudação), minha recomendação ao final de minhas inserções passaria desapercebida, ou mesmo, seria encarada como a justa marca de quem sobreviveu no jornalismo em tempos do AI-5 e, após, à derrocada do grupo jornalístico fundado por Adolfo Bloch.</p>
<p>Mas não. Não sou  eu o escolado jornalista que homenageio (duvido que alguém possa acusar de plágio o uso de uma expressão como &#8220;Seja feliz&#8221;, beiraria à paranóia). Para alguns fui considerado irônico, para outros, tolo. Comparam-me ao quadrinista Stan Lee, que em seu Blog diria &#8220;excelsior&#8221; (artista esse que não tomo conhecimento desde os meus longínquos 16 anos), como se fosse um arroubo tolo de afetação infantil. Para quem me critica é quase inconcebível que um advogado, nascido na década de 80, que escreve <a href="http://novasvisoes.com.br/wp" target="_blank">contos</a> com propósito de estudar a leveza (e conseqüentemente seu contrário) possa desejar/recomendar algo tão simples como &#8220;Seja Feliz&#8221;.</p>
<p>Ora! Digo-lhes que estão errados vocês. Sim, quem me critica são exatamente aqueles que estão marcados pela cultura da eterna insatisfação do tempo que vivemos. Afinal, a insatisfação é uma ferramenta do marketing para que os produtos absolutamente desnecessários sejam consumidos: os celulares jamais terão todas as funções possíveis de se encolher em um celular, as televisões jamais serão grande o suficiente, o tênis para correr, o cigarro, nada, nada jamais poderá fazer alguém satisfeito e sempre precisarão de mais alguma coisa. Vocês vêm onde quero chegar?</p>
<p>A infelicidade é um totem, a felicidade é um tabu. Afinal, se está escrito nos mais importantes documentos de Direitos Humanos que o homem tem o direito de buscar a felicidade, é por que nós mesmos vemos este estado espírito (talvez estado de consciência) como uma utopia. Nosso tabu é tão distante que Maiakovski escreveu algo como &#8220;Existe um homem feliz no mundo, e dizem que ele vive no Brasil&#8221;. (Para variar um pouco faço citações de cabeça, das quais não me responsabilizo pela veracidade do autor nem pelo cotejamento da frase.) Opa! Eu vivo no nesse país onde se  falou Tupi um dia! Mas será que nem aqui as pessoas se permitirão ser felizes?</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-92" style="margin: 5px;" title="Giuseppe Ungaretti" src="http://novasvisoes.com.br/fernandotorres/wp-content/uploads/2008/11/giuseppe_ungaretti-189x300.gif" alt="" width="189" height="300" />Giuseppe Ungaretti, poeta moderno italiano (foto ao lado), alegrava-se mesmo quando acordava nas trincheiras da Primeira Grande Guerra. Nestas Trincheiras escreveu Mattina (cuja tradução se encontra ali no canto esquerdo superior dessa página), com dois únicos versos:  &#8221;M&#8217;illumino / d&#8217;immenso&#8221;.</p>
<p>Se alguém ler, e eu recomendo, &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5015146&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=13E18B46&amp;uid=" target="_blank">Daquela Estrela a Outra</a>&#8221; e &#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=699655&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=13E18B46&amp;uid=" target="_blank">Alegria</a>&#8220;, e não encontrar razões para repudiar a própria infelicidade mesquinha, pode me apedrejar. O professor Ungaretti, viveu duas guerras, perdeu um filho ainda púbere, deu aula na USP (reduto dos intelectuais infelizes), e nessa foto, ainda quando velho, mantinha esse sorriso.</p>
<p>Mas talvez o segredo da felicidade seja nascer Italiano. Afinal, em uma das melhores passagens que já li em um romance Elio Vitorini diz (&#8220;<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2136396&amp;sid=15518718610116357287728511&amp;k5=1038E218&amp;uid=">Homens e Não</a>&#8220;, Editora Cosac Naify) algo como: &#8220;As pessoas precisam ser felizes. Nada do que fazemos terá sentido se as pessoas não puderem ser felizes&#8221;. E essa passagem está ainda no primeiro capítulo do Livro.</p>
<p>Mas eu sou tolo. Bufão. Arlequim. Preciso de tantas linhas para justificar minha recomendação, que ao fim, cumpri-la ou não é uma decisão somente de meu leitor. Ser infeliz e entrar no círculo vicioso da insatisfação apenas prejudicará a sua saúde.</p>
<p>Eu fico por aqui. E você, se quiser, seja feliz.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-size: 10pt;"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Madame Bovary e a Crise Norte Americana</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 00:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando de Freitas Leitão Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros Clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Crise na bolsa]]></category>
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		<category><![CDATA[Flaubert]]></category>
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		<category><![CDATA[Literatura Francesa]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu entendo pouco, ou quase nada, de economia. Mas toda a situação me remete ao Romance Madame Bovary de Gustave Flaubert (Trad. Fulvia Moretto Editora Nova Alexandria). A crise americana se agravou por que, até onde eu entendo, os bancos concederam mais créditos do que o valor real dos imóveis hipotecados pelos cidadão, ainda, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu entendo pouco, ou quase nada, de economia. Mas toda a situação me remete ao Romance <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2196515&amp;sid=1811662481093083433537881&amp;k5=147BD17A&amp;uid=" target="_blank">Madame Bovary</a> de Gustave Flaubert (Trad. Fulvia Moretto <a href="http://www.novaalexandria.com.br/home.php" target="_blank">Editora Nova Alexandria</a>). A crise americana se agravou por que, até onde eu entendo, os bancos concederam mais créditos do que o valor real dos imóveis hipotecados pelos cidadão, ainda, as pessoas hipotecaram suas casas sem precisar do dinheiro, gastando em consumo e aquecendo o mercado de forma também irreal. Quando a bolha estourou, o mundo entrou em desespero.</p>
<p>A história de Emma é um pouco essa, faz dívidas desnecessárias para comprar coisas desnecessárias. O Romance continua atual, é, ainda, um retrato de nossas fraquezas, de que nos rendemos ao ter e ao parecer, à prazeres etéreos, irresponsavelmente tentamos copiar as revistas e seus personagens (quem não duvida que todos que aparecem na Caras não são Personagens de sí mesmos?). Será que não aprendemos nada nos últimos 150 anos?</p>
<p>Os vícios e anseios de Emma são os mesmos que impregnam a chamada &#8220;sociedade de consumo&#8221;, mudaram, porém, seus incentivadores (que por sinal se tornaram mais eficientes e poderosos). Em muitos aspectos, parece claro que têm se dado muita atenção aos casos extraconjugais de Emma e de seus devaneios provincianos, mas pouco tem se falado no retrato que Flaubert fez de um padrão de comportamento em administração financeira pessoal que perdura. O finaciamento do consumo, e  o seu descontrole, fizeram a tragédia de Emma e, conseqüentemente, de Charles. O autor não previu, apenas, que o agiota poderia ter dimensionado mal os bens de Charles e ter investido na relação muito mais do que podia receber. O autor não previu, porém, que este agiota teria emprestado dinheiro a centenas de mulheres de médicos, convencido todos amigos a fazer o mesmo e todos teriam dimensionado mal as garantias. Ou seriam os bancos a Madame?</p>
<p>Leia o livro, reflita e, se possível, seja feliz.</p>
]]></content:encoded>
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