2008 termina sem listas

Monday, December 29, 2008
By Fernando de Freitas Leitão Torres

Pipocam pelos blogs, pelos jornais e mesas de bar as listas. Os cinco mais e os cinco menos (ou qualquer quantidade) de 2008 são diversos. Todas as listas são fruto de mera arbitrariedades sem mêtodos (prêmios são arbitrariedades com métodos). O melhor livro editado esse ano? Deixei de ler tantos livros tão altamente recomendados, me dediquei a tantos livros auto recomendos. Seria leviano fazer uma lista dos melhores livros que lí (e não necessariamente publicados esse ano) escolhendo um terço ou quiçá metade dos livros que passaram por minha cabeceira.

Por sinal, nem sei quantos livros lí esse ano. Foi-se o tempo que eu contava os livros. Sei que li bastante. Menos que alguns anos e mais que outros. Mas li com qualidade. Esse ano finalmente enfrentei certos clássicos que teimavam a me perseguir. Me apressei para conhecer os livros do momento. E como vou comparar Flaubert, Hatoum, Tezza, Beatriz Bracher, Primo Levi, uns com os outros? Quer dizer Milton Hatoum deve estar sorrindo em algum lugar só de imaginar que alguem o colocou na mesma linha que Flaubert em um comentário qualquer. Junto de Samuel Titan Jr., ele um aficcionado pelo autor Francês. Flaubertianos.

E falando em Flaubert e de Samuel Titan Jr., cadê aquela tradução de Educação Sentimental que está no Prelo desde 2005? Samuel é um baita tradutor (merece ser observado pelos juízes do Jabuti), creio que um dos tradutores mais fieis que lí (Baseado na edição de “Bonequinha de Luxo” que li e outras coisas por aí), talvez pela consciência de que todo tradutor é um traídor.

Preciso reafirmar algo: Esse ano foi de Cristovão Tezza, mas poderia ser de Beatriz Bracher. “Antônio” é, sem dúvida alguma, um livro fabuloso.

Feliz Ano Novo a todos, e não se esqueçam: Sejam Felizes

2 Responses to “2008 termina sem listas”

  1. Fernando, Fernando… sempre do contra! Rs!
    Feliz ano novo procê também, hellish lawyer.

    #47

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