Existirá uma nova Literatura Cubana?

Sunday, November 9, 2008
By Fernando de Freitas Leitão Torres
foto de Fernando de Freitas Leitão Torres

foto de Fernando de Freitas Leitão Torres

Nas livrarias é comum encontrarmos em destaque livros cujo tema é o Oriente Médio. Isso se dá pela fascinação de se entender tudo aquilo que não é a cultura Eurocentrista (e sua pausterização Norteamericana). O distante e pitoresco sempre encontrou seu espaço no mundo literário.

A Literatura do Leste Europeu como um todo se consagrou durante os últimos cento e cinqüenta anos. Os Russos, Tchecos e muitos outros fizeram a imaginação do círculo literário europeu.

Ernest Hemmingway, viajou pelo pitoresco e trouxe tudo diretamente aos círculos em um tempo que Africa e Cuba eram lugares inimagináveis. O Autor americano iniciou uma fascinação pela África e América Latina. De certa forma a América Hipânica galgou seu lugar no panteão da história da Literatura.

Cuba, casa de Hemmingway, tinha Lezama Lima (durante muitos anos censurado em sua Ilha) como referência pré-revolucionária. Após a revolução fortaleceu a literatura de resistência, com autores como Reinaldo Arenas. Mas depois da geração de escritores exilados de arenas, que nasceram antes da Revolução, não educados pelo regime castrista, nada mais surgiu.

Agora, o regime de Castro parece estar se desfazendo. Barack Obama já deu indicativos de abrandar o (criminoso) bloqueio comercial que se impõe à ilha desde a década de 60. Alguns indicativos já foram dados que dentro deste povo educadíssimo, porém com pouquissima liberdade de leitura e de produção literária, está produzindo uma literatura de resistência que, eventualmente, surgem em blogs.

Talvez, nos próximos dez anos, teremos algo como “O Livreiro de Havana”, “A Menina que roubava charutos” ou eu outros títulos semelhantes ao que hoje se referem ao Afeganistão, Paquistão, Irã e outras nações que despertam o fascínio do dos círculos Euro Ocidentais e outros mais Pausterizados.

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