Cristovão Tezza e os prêmios

Thursday, October 30, 2008
By Fernando de Freitas Leitão Torres

O Sérgio Rodrigues publicou um post intitulado “Por que Tezza ganhou o Portugal Telecom“, e se referiu a todos os prêmios que este livro garfou. Concordo com ele, isso é uma coisa boa e o cenário da literatura nacional está mudando.

Não é à toa que “Filho Eterno” (Ed. Record) de Tezza Ganhou o Prêmio. Não por coincidência “Antônio” (Ed. 34) de Beatriz Bracher rondou segundos e terceiro lugares nos prêmios. O motivo é o mesmo quando falamos do intermitente autor Milton Hatoum (todos pela Ed. Cia. das Letras), que garfou três Jabutis e um Portugal Telecom.  O que eles têm em comum? o Sérgio Rodigues diz que são os Pinos ou seja:

‘O filho eterno’ (Record) foi, disparado, o livro brasileiro lançado em 2007 que equilibrou com maior sucesso os pinos malabares freqüentemente antagônicos da legibilidade (aquilo que ganha o público) e do rigor estético (aquilo que ganha a crítica); da alta voltagem emocional (que atrai leitores) e do trabalho maduro de linguagem (que atrai elogios).

Eu concordo. Mas acho importante ressaltar que representa uma ruptura na literatura brasileira. Os antigos escritores se foram em sua maioria, e os novos davam valor, em geral para um só desses “Pinos”, escolhendo uma entre as três primeiras e quase sempre deixando a última de lado.

A “Geração 90″, duramente criticada, parece ter sido deixada para trás. Muita gente boa fez parte dela, não vou negar. Mas nenhum foi tão completo.

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